A segurança do paciente precisa fazer parte da rotina hospitalar e não ser tratada como uma etapa isolada do atendimento ou como responsabilidade de um único setor. Como profissionais, processos e decisões estão conectados, a prevenção de riscos depende da participação de diferentes áreas e da revisão constante dos fluxos de trabalho.
Adversidades assistenciais podem ocorrer na prática dos serviços de saúde. Por isso, medidas preventivas devem orientar o cuidado. Educação continuada, protocolos institucionais, procedimentos operacionais e políticas de assistência ajudam a preparar as equipes para situações diversas e a fortalecer a segurança do paciente.
A análise do que ocorre no dia a dia também contribui para o aprendizado. A sinalização de ocorrências permite conhecer melhor os processos, compreender o contexto de cada situação e identificar oportunidades de melhoria. Com isso, experiências da rotina podem ser transformadas em conhecimento para as equipes e em ações voltadas ao aprimoramento da assistência.
A comunicação é outro elemento importante. Os profissionais precisam ser estimulados a compartilhar situações, experiências e sugestões. Para isso, é necessário um ambiente em que diferentes áreas possam participar ativamente da discussão sobre os processos de cuidado.
A atualização das equipes e os momentos de troca ajudam a reforçar os conhecimentos sobre as metas de segurança e a incorporar essas práticas ao trabalho diário. Quando o tema envolve diversos setores, deixa de ficar restrito a determinados profissionais e passa a integrar a cultura da instituição.
Fabiana Rossi, chefe do Serviço de Gestão de Risco e Qualidade do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, afirma que protocolos, normas e ferramentas fornecem a estrutura para esse trabalho, mas são as pessoas que colocam essas práticas em ação. A construção da cultura de segurança ocorre diariamente, com constância, comunicação e colaboração entre as equipes.




