Curitiba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Curitiba 13°C 11° / 14° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
O que acontece aqui, primeiro
Saúde

Telemedicina é usada para sintomas, rotina e dúvidas de saúde em 2026

Pesquisa aponta que 46% dos adultos entrevistados já tiveram experiência com consultas online, mas há dúvidas sobre dados e plataformas falsas.

Telemedicina é usada para sintomas, rotina e dúvidas de saúde em 2026

A telemedicina já é usada pelos brasileiros para diferentes necessidades de saúde, e não apenas em situações inesperadas. Em 2026, os principais motivos apontados são a avaliação de sintomas, com 53,4%; as consultas de rotina, com 50%; e o esclarecimento de dúvidas, com 47,6%. A prescrição ou renovação de medicamentos aparece em seguida, com 33,6%.

Os dados fazem parte de uma pesquisa do Olá Doutor, plataforma que conecta pacientes a médicos. Entre os entrevistados, 46% disseram já ter tido alguma experiência com atendimento remoto.

Avaliação das consultas online

A percepção entre quem já usou a modalidade foi, em geral, positiva. De acordo com o levantamento, 37,8% relataram uma boa experiência com consultas online. Outros 25,4% disseram ter se sentido mais confortáveis com o atendimento digital do que esperavam. Além disso, 19,2% afirmaram já ter recomendado uma plataforma de telemedicina a outras pessoas.

A pesquisa também relaciona o uso das consultas online a situações como viagens, rotina corrida e trabalho. O levantamento indica que a modalidade passou a ser considerada entre as opções para resolver questões de saúde.

Dúvidas sobre dados e segurança

Com a expansão do atendimento pela internet, os entrevistados também demonstraram insegurança sobre o tratamento das informações e a autenticidade de médicos e plataformas. Segundo o estudo, 47% ainda não sabem como seus dados são armazenados, enquanto 47,6% têm dúvidas sobre quem pode acessar essas informações.

O Conselho Federal de Medicina alerta para a presença de “médicos fake” criados com inteligência artificial. Esses perfis usam personagens com aparência e voz realistas para divulgar orientações sem comprovação científica, além de livros digitais e outros produtos. Conforme o CFM, os conteúdos são direcionados principalmente a pessoas idosas.

Entre os participantes, 34,2% disseram ter pouco preparo para reconhecer imagens de médicos geradas por inteligência artificial em vídeos ou consultas. Também há dificuldade para identificar serviços falsos: 40,4% não saberiam reconhecer uma plataforma de telemedicina falsa ou teriam dificuldade para fazê-lo, e 37,8% afirmaram que conseguiriam identificá-la apenas parcialmente.

Anderson Zilli, CEO do Olá Doutor, afirmou que as empresas do setor devem reforçar a validação de identidades e credenciais médicas e oferecer mais informações aos pacientes.

Como os entrevistados avaliam um serviço

Entre aqueles que afirmam conseguir reconhecer uma plataforma confiável, os critérios mais citados foram o endereço e o site do serviço, com 57,4%; a reputação, com 49,2%; o CNPJ e as informações da empresa responsável, com 47,8%; e os comentários de outros usuários, com 45,6%.

A pesquisa ouviu 500 adultos maiores de 18 anos, residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais. Os participantes responderam a 8 questões sobre frequência de uso, finalidades das consultas e dificuldades encontradas no atendimento online.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.