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Saúde

Cristália inicia teste da polilaminina em cinco pacientes com lesão medular

Estudo de Fase 1 começa em 24 de setembro, em São Paulo, para avaliar inicialmente a segurança da substância.

Cristália inicia teste da polilaminina em cinco pacientes com lesão medular
Foto: wildpixel/iStock

O laboratório Cristália começará em 24 de setembro o primeiro teste clínico da polilaminina em humanos. A pesquisa de Fase 1 terá cinco participantes com lesão completa na medula torácica e vai avaliar, inicialmente, se a substância é segura.

O estudo foi autorizado pela Anvisa em janeiro e será conduzido no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo. Poderão participar pessoas entre 18 e 72 anos que tenham sofrido o trauma até 72 horas antes da aplicação.

Critérios para participar

A pesquisa é voltada a pacientes que já tenham indicação de cirurgia e apresentem lesão completa da medula na região do tórax. O intervalo entre o acidente e o uso da polilaminina será um dos critérios para a inclusão no estudo.

O SAMU deverá auxiliar no encaminhamento de possíveis participantes aos dois hospitais envolvidos. A seleção busca encontrar pacientes dentro do período estabelecido pelos pesquisadores.

Nesta primeira fase, o objetivo não é verificar se os voluntários recuperarão movimentos. Os pesquisadores acompanharão principalmente a segurança do candidato a medicamento. Caso os resultados sejam favoráveis, a pesquisa poderá avançar para estudos com mais participantes.

Resultados anteriores e próximos estudos

A polilaminina é investigada para casos de lesão medular aguda, ocorrida logo após o trauma. A proposta é aplicar a substância no local da lesão para estimular os nervos a criar novas rotas e tentar restabelecer parte dos movimentos.

Antes dos testes clínicos, a equipe da pesquisadora Tatiana Sampaio realizou um estudo preliminar com oito pacientes. Houve diferentes níveis de recuperação motora, mas os resultados não permitiram afirmar que a substância seja eficaz. O grupo era pequeno e reunia participantes com lesões de níveis distintos. Os resultados foram revisados por pares e publicados depois desse processo.

Também não há evidência científica de que a polilaminina funcione contra lesões medulares crônicas. A substância ainda é considerada um candidato a medicamento, e os próximos estudos terão de avaliar eficácia, doses adequadas e efeitos adversos em grupos maiores.

Segundo Rogério Almeida, vice-presidente de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação do Cristália, a empresa trabalha “em total alinhamento com a Anvisa e com todos os parceiros envolvidos, sempre com o mesmo objetivo: proteger os pacientes e gerar evidências científicas robustas de segurança e eficácia.”

Dependendo dos resultados, o programa poderá avançar para as Fases 2 e 3, que avaliarão a eficácia em um número maior de participantes. O início do teste não permite concluir que a polilaminina seja capaz de recuperar movimentos; essa resposta dependerá das pesquisas seguintes.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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