BRASÍLIA — O deputado federal Filipe Barros (PL-PR), pré-candidato ao Senado, passou a apoiar a candidatura de Sérgio Moro (PL-PR) ao governo do Paraná, apesar de ter feito críticas públicas ao senador e à Operação Lava Jato em 2021.
Nas publicações, Barros acusou Moro de agir contra Jair Bolsonaro e afirmou que o ex-ministro teria feito acordos para preservar sua trajetória política. Em uma das mensagens, escreveu que Moro e Deltan Dallagnol teriam feito acordo “até com o capiroto”. Em outra, declarou que o que restava da credibilidade da Lava Jato tinha sido perdido.
Barros disse que as declarações refletem divergências do passado. “Não é segredo para ninguém que já tivemos divergências no passado”, afirmou. Segundo o deputado, os dois colocaram essas diferenças de lado para enfrentar a esquerda e defender instituições, a economia e a liberdade do país.
Moro também confirmou a aproximação política. “Estamos unidos e com as divergências mantidas no passado”, declarou. O senador afirmou ainda que o Brasil não suportaria mais quatro anos de governo Lula.
Nova composição eleitoral
Em 2026, Barros será candidato ao Senado e Moro disputará o governo do Paraná. Os dois estarão no mesmo palanque pela mesma legenda e também anunciaram apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Barros divulgou a filiação de Moro ao PL e o chamou de futuro governador. Os dois também gravaram um vídeo durante a sessão do Congresso Nacional que derrubou o veto de Lula ao projeto de redução das penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Na gravação, Moro classificou Barros como uma das lideranças de oposição ao governo, enquanto o deputado o apresentou como futuro governador.
Moro deixou o governo Bolsonaro em 2020. Na saída do Ministério da Justiça, acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal para obter acesso a informações sigilosas e relatórios de inteligência.
A reaproximação ocorreu nas eleições de 2022. Em outubro daquele ano, Moro acompanhou Bolsonaro em um debate presidencial do segundo turno, após receber convite do ex-presidente.



