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Aalok ajusta sistemas para reforma tributária, mas ainda calcula efeitos no negócio

Empresa de Contagem iniciou a preparação em 2025 e acompanha impactos sobre custos, preços, margens e operações.

Aalok ajusta sistemas para reforma tributária, mas ainda calcula efeitos no negócio

A Aalok Indústria iniciou em meados de 2025 a preparação para as mudanças tributárias previstas para entrar em vigor a partir de 2027. A empresa acompanha as atualizações com o fornecedor de seu sistema de planejamento de recursos empresariais (ERP), participa de treinamentos e realiza encontros técnicos para avaliar efeitos sobre sistemas e processos internos.

A adaptação é conduzida pelas áreas fiscal, contábil e financeira, responsáveis pelo acompanhamento da legislação, pela parametrização do ERP e pelas configurações que serão usadas pelos demais setores. A área comercial também acompanha as reações dos clientes e os possíveis reflexos da reforma em propostas e negociações. A empresa recebeu questionários de clientes sobre o processo de preparação, e alguns parceiros indicaram que a adequação pode influenciar a continuidade das relações comerciais.

Desde o início dos ajustes, a base de produção do ERP foi atualizada quatro vezes. Os cadastros de produtos não exigiram alterações estruturais até o momento, mas os processos fiscais passaram por uma reconstrução dos vínculos entre regras antigas e a nova estrutura tributária. O Código Fiscal de Operações e Prestações (Cfop) foi usado como principal referência para relacionar as regras aos tipos de operação.

A Aalok também revisou a emissão fiscal dos serviços e passou a trabalhar com dois ambientes. A prestação de serviços utiliza o Sistema de ISS Digital da Prefeitura de Contagem, enquanto as operações de locação de bens móveis passam pelo Emissor Nacional da NFS-e, no Portal Nacional da NFS-e.

O principal desafio, segundo a coordenadora administrativa financeira Fernanda Ferreira, é medir os efeitos concretos da reforma. A empresa trabalha com importação, exportação, venda, revenda, locação de equipamentos e prestação de serviços, atividades com características tributárias diferentes. Além disso, definições, regulamentações e orientações ainda estão sendo consolidadas durante a transição.

Até agora, a Aalok não contratou consultoria especializada nem ampliou a equipe exclusivamente por causa da reforma. O trabalho vem sendo incorporado à rotina das áreas envolvidas, com investimentos principalmente nas atualizações do ERP e em atividades internas de parametrização, testes e validações.

A empresa ainda não tem uma estimativa consolidada para os efeitos sobre preços, custos, margens, contratos e fluxo de caixa. Análises e simulações estão em andamento, mas a direção considera prematuro definir um impacto final enquanto a regulamentação continua em evolução. A competitividade também é acompanhada, especialmente pelos possíveis efeitos sobre a composição de custos, a apropriação de créditos tributários, a formação de preços e as margens.

Fernanda Ferreira afirma que o cronograma está dentro do previsto para 2027, com trabalho antecipado para evitar a concentração de ajustes perto do início da nova etapa. Novas atualizações ainda são esperadas à medida que o sistema disponibilizar parametrizações.

O diretor executivo Daniel Zicker Machado afirma que a principal insegurança é transformar as mudanças normativas em previsibilidade para o negócio. Na avaliação dele, o impacto não depende apenas da alíquota dos novos tributos, mas também de como créditos, preços, fluxo de caixa e diferentes operações serão afetados, além da reação do mercado e dos clientes.

Fundada em 2001, em Contagem, a Aalok atua nos segmentos de energia e bens de capital. As atividades incluem iluminação LED, energia solar e fabricação de equipamentos de ultrassom para uso industrial. Em 2023, a área de eficiência energética respondia por 70% do faturamento.

A fabricação de equipamentos ultrassônicos deu origem à Viking do Brasil, integrante do Grupo Aalok e dirigida por Daniel Zicker Machado. A empresa produz cerca de 150 unidades por ano de máquinas de alta precisão para os setores têxtil, automotivo, hospitalar, joalheiro e de bioindústria, com exportações para países da Europa e da América Latina.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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