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Economia

Alckmin pede investigação sobre doações ligadas a campanhas de Tarcísio e Bolsonaro

Vice-presidente afirmou que contribuições eleitorais não podem estar associadas a benefícios concedidos pelo poder público.

Alckmin pede investigação sobre doações ligadas a campanhas de Tarcísio e Bolsonaro
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin pediu explicações ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sobre suspeitas relacionadas a doações eleitorais atribuídas ao entorno do Banco Master. Em entrevista publicada neste domingo (6), Alckmin afirmou que contribuições de pessoas físicas são permitidas, mas devem ser investigadas quando houver suspeita de troca por benefícios do governo.

“Não tem problema as pessoas fazerem doações para a campanha; a lei permite”, disse Alckmin. Para ele, a apuração deve verificar se houve alguma relação entre os repasses e decisões ou vantagens concedidas pelo poder público.

A cobrança ocorreu após o ex-banqueiro Daniel Vorcaro mencionar, em uma proposta de delação premiada, uma doação de R$ 5 milhões realizada em 2022 para campanhas de Tarcísio e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o relato, o valor teria ligação com uma negociação de propina envolvendo Gilberto Kassab, presidente do PSD e ex-secretário de Governo e Relações Institucionais da gestão paulista.

Do total, R$ 2 milhões teriam sido destinados à campanha de Tarcísio e R$ 3 milhões à de Bolsonaro. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado na Operação Compliance Zero, foi apontado como o maior doador dos dois políticos naquele ano.

As acusações ainda dependem de apuração pelas autoridades. A existência de uma proposta de delação não comprova, por si só, que os fatos tenham ocorrido.

Investigação e democracia

Alckmin também comentou as suspeitas que envolvem diferentes autoridades no caso Banco Master e disse considerar muito triste a crise relacionada ao Supremo Tribunal Federal. O vice-presidente defendeu que a investigação esclareça os fatos e identifique eventuais responsabilidades.

“A investigação traga a verdade. Traga a verdade e que tenha consequências. Ninguém está acima da lei”, afirmou.

Ele disse que as apurações devem alcançar qualquer pessoa, independentemente do cargo, e defendeu a atuação das instituições durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Alckmin afirmou que a Polícia Federal não sofre ameaças nem troca de diretores por causa de investigações e que o Ministério Público tem liberdade.

A disputa pelo governo de São Paulo também esteve entre os temas da entrevista. Alckmin avaliou que o candidato Fernando Haddad vem explorando pontos negativos da administração de Tarcísio. Ele citou a privatização da Sabesp, a segurança pública e a educação.

O vice-presidente ainda criticou possíveis discursos favoráveis a uma intervenção militar ou a uma ruptura democrática durante o ato convocado para 7 de Setembro, na Avenida Paulista, pelo senador Flávio Bolsonaro e apoiadores. Para Alckmin, manifestações políticas são legítimas, mas não devem defender um golpe militar.

Ao final, ele afirmou que o respeito à democracia deve ser um dos critérios para avaliar candidatos. Também criticou campanhas feitas no exterior contra o país, o emprego, a economia, as empresas e o tarifaço.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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