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Economia

Ata do Copom aponta desaceleração da economia e inflação menor com juros altos

Comitê reduziu a Selic para 13,75% ao ano, mas não sinalizou os próximos passos da política monetária.

Ata do Copom aponta desaceleração da economia e inflação menor com juros altos

O Comitê de Política Monetária (Copom) avaliou que a atividade econômica perdeu força sob o efeito dos juros elevados e que a inflação ao consumidor apresentou novas quedas. A avaliação consta na ata divulgada pelo Banco Central nesta terça-feira (22).

O documento registra que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2026 confirmou a desaceleração indicada por outros indicadores. Conforme o IBGE, a economia brasileira cresceu 0,5% em relação aos três meses anteriores, depois de avançar 1,1% no primeiro trimestre. A redução da taxa de crescimento do consumo das famílias contribuiu para o resultado.

O Copom também identificou desaceleração no crédito bancário com recursos livres, especialmente nas modalidades de prazo mais longo. Essas linhas são mais sensíveis à política monetária do que as operações de curto prazo ou emergenciais, que têm custos maiores.

Inflação e juros

O IPCA acumulado em 12 meses até agosto desacelerou para 4,22%. A queda da conta de luz, influenciada temporariamente pelo bônus de Itaipu, contribuiu para o resultado. O comitê afirmou que a redução foi observada tanto no índice cheio quanto na média das medidas subjacentes.

Na quarta-feira (16), o Copom decidiu por unanimidade cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Foi a quinta redução consecutiva, com queda acumulada de 1,25 ponto percentual desde o início do ciclo, em março.

O colegiado manteve a orientação de tomar decisões conforme a evolução dos dados e não antecipou os próximos movimentos. A ata afirma que o tamanho total do ciclo de redução dos juros será definido “à luz de novas informações”, com o objetivo de levar a inflação à meta de 3%.

A próxima reunião está marcada para os dias 3 e 4 de novembro. No cenário de referência, a estimativa de inflação subiu de 5,1% para 5,2% neste ano e de 3,8% para 3,9% em 2027. Para o primeiro trimestre de 2028, a projeção permaneceu em 3,2%.

A meta central de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O intervalo considerado vai de 1,5% a 4,5%.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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