O Bank of America mantém a Vitru (VTRU3) como sua empresa preferida entre as companhias brasileiras de educação. O banco estima que a normalização das provisões pode elevar em 70 pontos-base a margem da empresa em 2027.
A avaliação considera que as taxas de cobertura e de provisão para devedores duvidosos se estabilizaram no setor. Para o BofA, Vitru e Cogna (COGN3) são as exceções entre as empresas que ainda podem se beneficiar de uma redução ou normalização dessas provisões.
Na Vitru, a cobertura supera em 400 pontos-base a média histórica. A companhia também registrou melhora no perfil dos recebíveis: 77% dos valores em atraso estão nessa condição por menos de 180 dias. Com isso, o banco calcula que a empresa pode obter um ganho de 70 pontos-base na margem em 2027.
Cogna e inadimplência
Para a Cogna, a estimativa é de um avanço de 30 pontos-base na margem caso as provisões retornem a níveis normalizados. O BofA, porém, aponta riscos na composição da cobertura da companhia. A maior parte dela foi impulsionada por recebíveis de Fies e PEP (Parcelamento Estudantil Privado), considerados de recuperação mais difícil.
O banco também afirma que o setor de educação permaneceu relativamente protegido do aumento da inadimplência no Brasil. Essa resistência pode estar ligada a um efeito ainda atrasado da piora nos pagamentos ou às medidas adotadas pelas empresas para formar bases de alunos mais resilientes nos últimos anos.
Apesar do avanço da inadimplência no país, os recebíveis do setor continuam saudáveis, segundo a avaliação do Bank of America.



