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Economia

Ibovespa avança 5,03% em setembro e fecha trimestre com alta de 8,32%

Bolsa brasileira foi apoiada pela entrada de recursos estrangeiros e pelo otimismo com a disputa presidencial.

Ibovespa avança 5,03% em setembro e fecha trimestre com alta de 8,32%

O Ibovespa encerrou setembro com alta de 5,03% e acumulou avanço de 8,32% no terceiro trimestre. No ano, o índice sobe 15,6%. Nesta quarta-feira (30), a bolsa fechou aos 186 340,46 pontos, em alta de 1,37%, depois de atingir máxima intradiária de 187 834,97 pontos.

A movimentação dos investidores estrangeiros ajudou a sustentar o desempenho. Em julho, houve entrada de R$ 4,3 bilhões na bolsa, considerando ações listadas e ofertas de papéis. Em agosto, a saída chegou a R$ 18,1 bilhões. Em setembro, até o dia 28, esses investidores voltaram a aplicar R$ 9,6 bilhões, conforme dados da B3.

O fluxo acompanhou o comportamento das blue chips. Em setembro, todas acumularam ganhos firmes, com exceção da Vale. Nesta quarta-feira, ações dos setores financeiro, de consumo, imobiliário e de utilities subiram em conjunto.

Inflação nos Estados Unidos e cenário eleitoral

O principal impulso para a alta do dia veio dos dados de inflação dos Estados Unidos, divulgados pela manhã. Os números indicaram moderação dos preços na economia americana e abriram possibilidade de uma política monetária mais flexível, cenário favorável aos ativos de risco, como os brasileiros.

João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp, afirmou que os dados vieram abaixo das expectativas do mercado e reduziram a pressão por novas altas de juros pelo Federal Reserve nas próximas reuniões.

Gustavo Bertotti, head de renda variável da Fami Capital, avaliou que o ambiente externo se somou às perspectivas de alternância de poder no Brasil. Essa possibilidade levou investidores a reposicionar recursos em ativos brasileiros, especialmente ao longo de setembro. A expectativa entre os agentes é que uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) resulte em uma política fiscal mais austera que a adotada na gestão do presidente Lula (PT).

Gabriel Jardim, CEO da Trade Arena, disse que o mercado deve observar não apenas as pesquisas, mas também possíveis sinais sobre a formação do próximo governo e sua agenda econômica e fiscal. Para ele, a eleição pode elevar a oscilação de bolsa, câmbio e juros, enquanto as expectativas para 2027 devem concentrar a precificação mais relevante.

Riscos para os ativos brasileiros

Analistas consideram frágil a alta do Ibovespa. O cenário fiscal e o ambiente macroeconômico ainda pressionam as empresas, em meio aos juros elevados no Brasil e aos riscos internacionais, incluindo a guerra entre EUA e Irã.

O petróleo Brent, referência para a Petrobras, subiu quase 7% em setembro. O movimento favorece a empresa, mas pode pressionar a inflação global.

Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio da AW Capital, afirmou que a inflação, as decisões do Banco Central e a trajetória da Selic serão decisivas para juros, dólar e bolsa. No exterior, os juros americanos, o petróleo e a geopolítica também podem aumentar a pressão sobre os ativos brasileiros.

Adam Hetts, head global multi-asset da Janus Henderson, destacou que a economia americana continua resiliente. O crescimento do PIB no segundo trimestre foi revisado para 2,2%, enquanto a previsão é de um resultado particularmente forte no terceiro trimestre.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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