O Bradesco BBI mudou de compra para neutra sua recomendação para a Cogna (COGN3) e reduziu o preço-alvo da ação de R$ 3,80 para R$ 3,10 até o fim de 2027. Mesmo com a revisão, o banco calcula que o papel ainda pode subir até 38%.
A mudança foi atribuída a sinais mais fracos de captação e aos efeitos esperados das novas regras para o ensino a distância. O relatório também aponta pressão sobre receitas e margens da Kroton, segmento da Cogna, no segundo semestre de 2026.
A Yduqs (YDUQ3) passou a ser a principal escolha do Bradesco BBI no setor de educação, com potencial de retorno total estimado em cerca de 61%. Vitru e Cruzeiro do Sul aparecem na sequência das preferências do banco.
Projeções para o setor
O relatório foi elaborado em conjunto com a Ágora pelos analistas Marcio Osako e Henrique Colla. Eles avaliam que a Cogna ainda tem potencial de valorização, mas perdeu atratividade na comparação com outras empresas do segmento.
O banco elevou em 9% a projeção de lucro líquido de 2027 para a Ânima (ANIM3) e em 4% a estimativa para a Vitru (VTRU3). Para a Cogna, a previsão foi reduzida em 18%.
Para Yduqs, Vitru e Cruzeiro do Sul, o Bradesco BBI projeta geração de caixa livre equivalente a cerca de 15% do valor de mercado em 2027. Esse avanço poderia continuar em 2028 caso os juros caiam.
O banco considera positiva a possibilidade de distribuição de recursos pela Vitru, destacando a capacidade de geração de caixa da companhia mesmo com sua maior exposição ao ensino digital. O segmento, porém, é descrito no relatório como mais sujeito a desafios macroeconômicos e regulatórios.
A publicação ocorreu em 24 de setembro de 2026.



