A Caixa Econômica Federal desistiu de apresentar ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) um dissídio coletivo contra a greve nacional dos bancários. A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que a categoria rejeitou uma proposta do banco, e continua por tempo indeterminado.
Em resposta a um ofício da Contraf-CUT, enviada na noite de domingo (13), a Caixa informou que vai reabrir a mesa de negociação e suspender as sanções anunciadas antes. Ainda não há data para a reunião entre o banco e os sindicatos.
O plano de saúde é o principal ponto de divergência. Na proposta, a Caixa ofereceu elevar de 6,5% para 8% o limite de custeio do Saúde Caixa. Também previu cobrança dos bancários sobre o salário-base, com percentuais de 2,30% a 4,10%, conforme a idade, além de valores por dependente entre R$ 480 e R$ 660.
O banco propôs ainda antecipar sua parte da 13ª mensalidade do plano referente a 2028, 2029 e 2030. A medida seria usada para ajudar a cobrir o déficit do Saúde Caixa. Também foram oferecidos pagamentos relacionados ao PAMS a partir de 2027 e R$ 236 milhões para ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027.
Entre os demais itens estavam um prêmio de R$ 3.000 por funcionário e o pagamento da PLR em 18 de setembro. A proposta para o plano incluía consulta em pronto-socorro por R$ 150, sem considerar o teto, isenção de coparticipação em telemedicina e limite anual de coparticipação de R$ 4.800 por grupo familiar. O teto por grupo familiar seria de 9%, com piso de R$ 50 por beneficiário.
Em assembleia encerrada na noite de sexta-feira, os bancários rejeitaram a proposta. Em São Paulo, Osasco e Região, 68% dos votos foram contrários.
A Caixa afirmou anteriormente que tentava “construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas”. O banco orienta os clientes a usar aplicativo, internet banking, WhatsApp, Caixa Tem, caixas eletrônicos, Banco24Horas e canais telefônicos para pagamentos e outros serviços.
Paralisações em outros bancos
No Banco do Brasil, a greve foi parcial e atingiu alguns estados. Em São Paulo, o funcionamento foi normal. A categoria aprovou a proposta do banco e encerrou o movimento na sexta-feira, mas a paralisação continuava em 18 bases.
Bancários de bancos privados e do Banco do Brasil já tinham o reajuste salarial definido. Nas instituições privadas, a convenção coletiva assinada na quarta-feira (9) garantiu reajuste acima da inflação para cerca de 500 mil bancários. O mesmo percentual vale para vale-alimentação, vale-refeição e auxílio-creche.



