O Citi elevou o preço-alvo das ações da Movida (MOVI3) de R$ 12,90 para R$ 13,40 e manteve a recomendação de compra, com classificação de alto risco. Considerando o último fechamento, o banco calcula potencial de valorização de 67,5% e retorno total esperado de 70,1%.
A revisão incorporou o resultado do segundo trimestre e mudanças nas estimativas. Para o analista Filipe Nielsen, o desempenho da frota de aluguel de carros (RAC), acima do esperado, junto com a melhora na utilização dos veículos, indica possibilidade de receitas maiores nessa operação.
Em contrapartida, o Citi projeta volumes ligeiramente menores no aluguel de frotas. O banco também considera possível uma concentração maior das vendas de veículos seminovos desse segmento no segundo semestre.
A expectativa é de que as vendas de seminovos acelerem nos próximos trimestres, à medida que a empresa se aproxime da idade desejada para a frota. O relatório prevê manutenção das margens, com apoio de um mix de veículos mais básico e dos canais de venda.
O Citi, porém, ficou mais cauteloso em relação à depreciação no longo prazo. A avaliação considera o envelhecimento da frota da Movida e a incerteza no mercado de carros. O banco também projeta que a companhia entregue os resultados esperados para o terceiro trimestre. Mesmo após cortes nas estimativas de lucro, a ação é negociada a 4,6 vezes o preço sobre o lucro estimado para 2027.



