O Citi estima que o BTG Pactual pode oferecer retorno total de 20,6% e manteve a recomendação de compra para as ações do banco. A avaliação considera o fechamento da última quinta-feira (17) e inclui potencial de alta de 17,8%.
A instituição elevou o preço-alvo dos papéis, identificados pelos códigos BPAC11, de R$ 70 para R$ 72. O relatório é assinado por Gustavo Schroden, Brian Flores e Arnon Shirazi.
A análise considera que a diversificação do BTG reduz a dependência de um único cenário econômico. Desde 2020, a composição das receitas ganhou maior participação de gestão de fortunas e ativos, crédito corporativo e banco digital. A venda cruzada de produtos e serviços para clientes já atendidos também é apontada como fator que aumenta a previsibilidade do negócio.
Comparação com bancos tradicionais
O Citi afirma que o BTG combina crescimento superior, retorno sobre patrimônio líquido ao redor de 26% e receitas distribuídas em diferentes áreas. Por isso, os múltiplos do banco estariam mais próximos dos praticados por plataformas financeiras globais do que dos observados em bancos comerciais.
A diferença de preço sobre lucro futuro entre o BTG e o Itaú (ITUB3; ITUB4) caiu para cerca de 20%, abaixo da faixa histórica de 30% a 45%. Na avaliação do Citi, essa redução abre espaço para um retorno mais atrativo.
Efeito dos juros
O relatório não trata os juros altos necessariamente como um obstáculo ao BTG. Taxas maiores podem diminuir a atividade no mercado de capitais, mas tendem a favorecer áreas como trading e crédito corporativo em períodos de maior oscilação nos juros e no câmbio, além de spreads mais altos.
O Citi também vê menor sensibilidade do BTG ao Produto Interno Bruto (PIB) que a de bancos tradicionais. Esses concorrentes dependem mais da expansão do crédito, do consumo e da qualidade dos ativos.
As estimativas de lucro foram revisadas para cima em 5% em 2026 e 3% em 2027. A mudança considera uma perspectiva melhor para crédito corporativo, crédito ao consumidor e vendas e negociação de ativos.



