OURO PRETO — A CSN Mineração reduziu suas projeções para 2026 e decidiu diminuir temporariamente a produção de minério de baixa qualidade na planta de beneficiamento a seco de Pires. Para o Itaú BBA, a mudança tem efeito negativo e pode pressionar a geração de caixa e os dividendos da companhia.
A empresa revisou a estimativa de volume, que inclui produção e compras de terceiros, de 45 a 47 milhões de toneladas para 39 a 41 milhões de toneladas. O novo ponto médio representa uma redução de cerca de 13% em relação à projeção anterior.
Também houve aumento na previsão do custo caixa C1. A faixa passou de US$ 22,0 a US$ 23,5 por tonelada para US$ 25,0 a US$ 26,0 por tonelada. Considerando os pontos médios, a alta foi de aproximadamente US$ 2,8 por tonelada.
O analista Daniel Sasson informou que o modelo do Itaú BBA considerava 46 milhões de toneladas em 2026 e custo C1 de US$ 23,2 por tonelada. Com isso, a estimativa anterior do banco estava cerca de 6 milhões de toneladas acima e US$ 2,3 por tonelada abaixo dos novos pontos médios da CSN Mineração.
Impacto estimado
Pelas contas do banco, o efeito sobre o Ebitda de 2026 pode variar de R$ 0,7 bilhão a R$ 1,0 bilhão. O intervalo corresponde a 13% a 20% da estimativa oficial do Itaú BBA.
O banco também avaliou que frete elevado e desconto de qualidade ainda amplo tornam parte do portfólio menos viável economicamente. A empresa fica, assim, mais sensível ao frete e ao preço de referência do minério. A geração de caixa também é afetada pelo capex do projeto P15 e pela amortização de pré-pagamentos.



