O Itaú BBA elevou de R$ 45,9 para R$ 52,5 por ação o preço-alvo da CPFL Energia (CPFE3) para o fim de 2027. O banco manteve a recomendação de compra para os papéis. Considerando o último fechamento da ação, a estimativa representa potencial de alta de 14,6%.
A avaliação considera a CPFL uma empresa defensiva, com rendimento médio atrativo e fluxos de caixa regulados previsíveis. O banco também destaca que a companhia negocia atualmente a uma taxa interna de retorno real de 10,1%.
Investimentos e aquisições
O plano de investimentos da CPFL soma cerca de R$ 31 bilhões em cinco anos. Segundo o Itaú BBA, os recursos devem ampliar a base de ativos regulatórios das concessões, elevar a participação das receitas ligadas ao reconhecimento de investimentos e abrir espaço para expansão orgânica.
A instituição estima que a companhia poderia investir cerca de R$ 12,7 bilhões e ainda manter a alavancagem abaixo de 3,5 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda. O parâmetro é considerado conservador pelo banco.
O Itaú BBA também avalia que a CPFL tem capacidade para participar de possíveis operações de fusões e aquisições, mesmo em um cenário de juros altos e mais desafiador para o setor. A agenda regulatória é apontada como outra fonte de oportunidades de geração de valor, especialmente com o aumento dos investimentos em distribuição.
Os analistas Fillipe Andrade, Lucas Guimarães e Lorena Fernandez retiraram do cenário-base o potencial de alta associado à disputa de self-dealing, uma transação com conflito de interesses. A decisão ocorreu pela falta de clareza sobre o mecanismo e os valores envolvidos no reconhecimento, embora o banco avalie que a discussão possa avançar nos próximos anos.
Para o Itaú BBA, os dividendos ajudam a sustentar a avaliação da empresa enquanto os possíveis gatilhos se desenvolvem. O banco também afirma que a CPFL apresenta alavancagem inferior à de vários pares do setor.



