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Economia

A desconfiança também pesa sobre a economia brasileira

A perda de confiança encurta decisões, eleva custos e amplia a pressão sobre famílias, empresas e o Estado.

A desconfiança também pesa sobre a economia brasileira

A confiança de investidores, trabalhadores e cidadãos tem efeitos diretos sobre a economia. Quando ela diminui, os planos ficam mais curtos, decisões são adiadas, garantias adicionais são exigidas e a cooperação perde espaço. O resultado aparece no custo do dinheiro, na disposição para investir e na capacidade de o país avançar.

Para o acionista, confiar significa colocar capital em um plano de negócios. Para o profissional, entregar tempo e talento a uma organização. Na relação com o Estado, pagar impostos envolve a expectativa de que os recursos retornem na forma de serviços, segurança e estabilidade.

Em 2025, a carga tributária brasileira alcançou 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB). A dívida bruta do governo geral chegou a 81,9% do PIB em junho de 2026. Esses dados ajudam a dimensionar uma conta que não aparece apenas no supermercado, no transporte ou nos juros de uma prestação. Ela também está nas condições que determinam o custo do crédito e a capacidade de investimento do país.

Quando o aumento das despesas públicas não se converte em serviços de qualidade, cresce a percepção de ineficiência do Estado. O cidadão passa a sentir que paga duas vezes: como contribuinte e como consumidor de serviços privados de saúde, educação ou segurança. A repetição de casos de corrupção amplia o problema ao enfraquecer a crença de que o esforço coletivo é administrado com integridade.

A insegurança é outra expressão desse desgaste. O custo aparece no seguro, no muro, na câmera e no comércio que encerra as atividades mais cedo. Embora não tenha uma cobrança específica, essa despesa afeta famílias e empresas e reduz recursos disponíveis para outras decisões.

A proteção também é distribuída de forma desigual. Milhões dependem de serviços públicos insuficientes, enquanto uma parcela compra proteção privada. A classe média fica entre esses extremos: contribui para as soluções coletivas e, ao mesmo tempo, precisa financiar seus próprios mecanismos de segurança. Um imprevisto pode consumir reservas acumuladas durante anos e transformar estabilidade em dívida.

A confiança além da política

A chegada ao debate público de pessoas com reconhecimento construído na literatura ou no setor empresarial mostra a busca de parte do eleitorado por referências familiares fora da política tradicional. Mas reputação e familiaridade não garantem, por si só, a capacidade de entregar soluções práticas para quem sustenta o Estado.

Qualquer liderança que migre de outro setor precisa transformar sua autoridade em articulação, decisões e resultados. O cargo ou o voto conferem autoridade formal, mas a governabilidade depende da capacidade de lidar com as exigências técnicas e institucionais do Estado.

A crise, porém, não se limita à política. Nas empresas, gerações diferentes nem sempre reconhecem os mesmos sinais de compromisso e competência. Nas relações pessoais, o receio de depender, cooperar ou se decepcionar torna os vínculos mais cautelosos.

O desafio não é recuperar uma confiança ingênua, mas aprender a confiar com mais critério. Isso exige tempo, evidências e disposição para revisar julgamentos. É preciso observar se decisões correspondem ao discurso, se a autoridade aceita limites e se as promessas resistem ao cotidiano.

A confiança, nesse sentido, precisa ser construída e acompanhada. Lideranças devem demonstrar que merecem crédito, enquanto a sociedade precisa concedê-lo com consciência e renová-lo apenas quando houver razões para isso.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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