Kevin O’Leary, investidor do programa Shark Tank, mantém o hábito de procurar ofertas mesmo com uma fortuna estimada em US$ 400 milhões. O empresário canadense costuma fazer compras no Walmart e afirma que não vê motivo para pagar mais por itens básicos quando há opções mais baratas.
Em uma ida recente à loja, O’Leary procurou pilhas, manteiga, papel-toalha e o tira-manchas OxiClean. Ele também aproveitou a compra para levar uma calça jeans preta em promoção por 29 dólares. “Estou sempre procurando uma boa oferta, por isso estou no Walmart”, afirmou.
O investidor, de 72 anos, disse que sua mulher o havia enviado ao supermercado para comprar produtos essenciais. Ao escolher o papel-toalha, preferiu um pacote maior da marca Bounty, comparando a quantidade de rolos grandes com a de rolos pequenos.
O’Leary possui casas avaliadas em milhões de dólares na Flórida, em Massachusetts e em Toronto. Ainda assim, afirma que o dinheiro gasto no presente pode fazer falta no futuro. “Eu odeio desperdiçar dinheiro”, disse em 2021.
Outros ricos com hábitos econômicos
Warren Buffett também é associado a um estilo de vida frugal. Sua fortuna é estimada em cerca de US$ 144 bilhões, e ele continua morando na mesma casa de cinco quartos e dois banheiros e meio em Omaha, no Nebraska. O imóvel foi comprado em 1958 por US$ 31,5 mil e hoje vale mais de US$ 1,3 milhão.
Buffett também ficou conhecido por parar no McDonald’s antes de ir ao escritório da Berkshire Hathaway. O valor de sua refeição variava conforme o desempenho do mercado de ações: em dias de queda, gastava US$ 2,61 em duas porções de salsicha. Quando o mercado ia melhor, escolhia um sanduíche de bacon, ovo e queijo por US$ 3,17.
Ingvar Kamprad, fundador da Ikea, também adotava práticas de economia. Mesmo quando sua fortuna chegou a ser estimada em US$ 58,7 bilhões, comprava roupas de segunda mão e dirigia um Volvo antigo. Kamprad continuou trabalhando na Ikea até os 87 anos e morreu em 2018, aos 91 anos.
Lucy Guo, cofundadora da Scale AI, segue os princípios do movimento FIRE, voltado à independência financeira e à aposentadoria precoce. Aos 31 anos, ela já comprou roupas com desconto, foi de skate ao trabalho e adotou estratégias para economizar em viagens e alimentação.
Guo também afirmou que usa roupas gratuitas ou compradas na Shein e que aproveita promoções de leve dois e pague um no Uber Eats. Os exemplos mostram que O’Leary não é o único entre pessoas muito ricas a manter escolhas de consumo econômicas.



