O Brasil registrou saldo positivo de 165.827 empregos formais em agosto, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (29). O resultado corresponde à diferença entre 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos.
O número superou a mediana das projeções de mercado, que estimava a abertura líquida de 93.486 mil vagas no mês. As previsões variavam de 55.789 a 169.980 postos, todas com resultado positivo.
Apesar da criação de empregos, agosto teve o segundo menor saldo para o mês desde o início da série do Novo Caged, em 2020. O resultado ficou acima apenas do registrado em agosto de 2025, quando foram abertas 154.683 vagas. Em julho, o saldo positivo foi de 55.915 postos, já com os ajustes aplicados à série.
Resultado no ano
Entre janeiro e agosto de 2026, o país acumulou 1.134.033 novos postos de trabalho. Foi o menor saldo para esse período desde 2020, quando houve fechamento de 1.075.273 vagas formais durante a pandemia de Covid-19.
Na comparação com os oito primeiros meses de 2025, quando foram criados 1.516.881 postos, houve queda de 25,2% no resultado acumulado.
Todos os cinco grandes setores da economia tiveram saldo positivo no ano. Serviços liderou, com 697.859 vagas, seguido por construção, com 200.431; indústria, com 170.442; agropecuária, com 56.024; e comércio, com 9.300.
Estados
São Paulo apresentou o maior saldo acumulado, com 306.883 postos formais. Minas Gerais veio em seguida, com 123.176, e o Rio de Janeiro registrou 77.670.
Os menores resultados foram registrados em Alagoas, com saldo negativo de -3.216 vagas, Rondônia, com 2.397, e Roraima, com 2.565.



