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Economia

Maioria dos trabalhadores não vê risco de perder renda nos próximos seis meses

Pesquisa do FGV Ibre mostra que 60,5% consideram improvável perder o emprego ou a principal fonte de renda até fevereiro de 2027.

Maioria dos trabalhadores não vê risco de perder renda nos próximos seis meses

A maior parte dos trabalhadores considera improvável perder o principal emprego ou a fonte de renda nos próximos seis meses. É o que mostra a Sondagem de Mercado de Trabalho do FGV Ibre, com dados do trimestre encerrado em agosto de 2026: 60,5% classificaram essa possibilidade como “muito improvável” ou “improvável”.

No mesmo período, 12,2% avaliaram como “provável” ou “muito provável” uma perda de emprego ou renda. Outros 27,4% disseram não saber responder. Na comparação com o trimestre encerrado em julho, a parcela que não vê risco aumentou de 59,3% para 60,5%. Já o grupo que considera provável uma perda ficou praticamente estável, passando de 12,1% para 12,2%. A fatia dos que não souberam responder caiu de 28,6% para 27,4%.

Percepção de proteção

A pesquisa também perguntou como os trabalhadores se sentiriam diante de uma eventual perda do emprego ou da principal fonte de renda. Em agosto, 39,9% disseram estar “muito desprotegidos” e 29,7%, “parcialmente desprotegidos”. Outros 30,4% afirmaram se sentir protegidos.

Em relação a julho, aumentaram as parcelas dos que se consideram muito desprotegidos, de 39,0% para 39,9%, e protegidos, de 29,1% para 30,4%. O grupo parcialmente desprotegido recuou de 31,8% para 29,7%.

Quando questionados sobre o acesso a programas do governo ou benefícios sociais caso perdessem o emprego ou a renda principal, 45,9% responderam que teriam acesso e 54,1% disseram que não. Em julho, os percentuais eram de 45,3% e 54,7%, respectivamente.

Satisfação no trabalho

A satisfação com o trabalho atual foi declarada por 78,1% dos entrevistados, que disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos. O percentual voltou a subir nos últimos dois meses, depois de quatro quedas consecutivas. A parcela de insatisfeitos ou muito insatisfeitos ficou em 7,5%.

Entre os insatisfeitos, a remuneração baixa foi o principal motivo, citada por 52,5%. Também apareceram carga horária elevada, com 20,2%, e saúde mental, com 13,8%. Era possível indicar mais de uma opção.

Para Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV Ibre, o resultado indica que o mercado de trabalho segue resiliente, apesar de alguma desaceleração. “É natural que os dados sobre o mercado de trabalho também caminhem nessa direção”, afirmou, em referência à redução do ritmo de crescimento da economia brasileira.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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