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Economia

Confiança do consumidor em Belo Horizonte cresce, mas segue abaixo do otimismo

Índice chegou a 43,84 pontos em setembro; quatro dos seis componentes ainda ficaram na faixa de pessimismo.

Confiança do consumidor em Belo Horizonte cresce, mas segue abaixo do otimismo

A confiança dos consumidores de Belo Horizonte aumentou 4,10% em setembro, na comparação com agosto, mas continuou abaixo do nível considerado otimista. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC-BH) alcançou 43,84 pontos, em uma escala de zero a 100. Resultados inferiores a 50 indicam pessimismo.

No acumulado de 2026, o indicador subiu 6,01%. Em relação a setembro do ano passado, a alta foi de 5,49%. Mesmo com a melhora, quatro dos seis componentes do índice permaneceram abaixo de 50 pontos.

O economista e conselheiro de política econômica Stefan D’Amato avaliou que o resultado representa uma redução do pessimismo, mas ainda não uma mudança consolidada no sentimento dos consumidores. As expectativas econômicas e financeiras melhoraram, porém de maneira desigual entre os componentes.

Economia, emprego e inflação

O Índice de Expectativa Econômica (IEE) avançou 3,20% em setembro. A avaliação sobre a situação econômica do País cresceu 8,97% no mês e chegou a 35,74 pontos. Apesar da alta, o componente acumulou 17,58% de crescimento em 2026, mas continuou na faixa de pessimismo.

A percepção sobre o emprego aumentou 4,16% em setembro, atingindo 43,18 pontos. No ano, o indicador acumula alta de 11,57%.

A avaliação sobre a inflação teve queda de 5,76% e ficou em 28,64 pontos, a menor pontuação entre os seis componentes do ICC-BH. Ainda assim, esse indicador acumula crescimento de 7,46% em 2026 e de 2,95% nos últimos 12 meses.

Finanças das famílias e intenção de compra

O Índice de Expectativa Financeira da Família (IEF) subiu 4,84% em setembro, com avanço em seus três componentes. A situação financeira atual das famílias cresceu 5,46% e alcançou 59,32 pontos. A pretensão de compra aumentou 8,16%, para 39,32 pontos.

A situação financeira atual foi o componente com maior pontuação entre os seis indicadores e um dos dois que ficaram acima de 50 pontos. Já a comparação da condição financeira das famílias com o passado teve variação positiva de 0,11%, chegando a 50,40 pontos. Apesar de permanecer ligeiramente acima do limite entre pessimismo e otimismo, o indicador caiu 0,56% em 12 meses.

A pretensão de compra ainda não ultrapassou o patamar de otimismo. O componente recuou 0,55% no acumulado do ano, mas avançou 7,84% na comparação com setembro de 2025.

Entre os produtos e serviços que os consumidores pretendem adquirir nos próximos três meses, vestuário e calçados lideraram, com 15,91% das citações. Turismo e veículos apareceram depois, com 10,45% cada. Informática e telefonia e moradia tiveram 9,09% cada; eletrodomésticos, 8,18%; eletrônicos, 5,91%; e móveis, 5,45%.

A intenção de compra foi indicada por 83,03% das mulheres e por 75,93% dos homens. Entre as mulheres, os segmentos mais citados foram vestuário e calçados e turismo. Entre os homens, vestuário e calçados e veículos tiveram destaque.

A pesquisa do Ipead foi feita com 220 consumidores, entre 1º e 17 de setembro. Os participantes compram com frequência em Belo Horizonte. A margem de erro do índice geral é de 1,56 ponto.

O ICC-BH é calculado mensalmente com base em seis componentes, divididos entre expectativas econômicas e financeiras. O indicador mede a percepção dos consumidores sobre a conjuntura e as perspectivas de consumo e serve de apoio ao planejamento de estoques, contratações e investimentos do comércio varejista.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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