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Pesquisa aponta dificuldade de empresas para preparar sucessores até 2035

Levantamento com 100 executivos brasileiros mostra estratégias para desenvolver lideranças e preencher lacunas no comando das empresas.

Pesquisa aponta dificuldade de empresas para preparar sucessores até 2035

Pesquisa da consultoria Robert Half mostra que 78% dos gestores têm dificuldade para identificar sucessores para cargos de liderança nas empresas até 2035. O levantamento ouviu 100 executivos brasileiros, entre integrantes de conselhos, profissionais da alta liderança e gestores de nível médio, sobre os rumos da liderança empresarial na próxima década.

A consultoria afirma que a falta de sucessores pode afetar a execução de projetos e a distribuição de responsabilidades. Para enfrentar o problema, algumas empresas aceleram o desenvolvimento de profissionais que já fazem parte dos quadros, enquanto outras recorrem ao mercado para preencher posições em um ritmo considerado necessário para os negócios.

“O impacto aparece quando a companhia precisa avançar e não consegue”, afirmou Mario Custódio, diretor de recrutamento executivo da Robert Half. Segundo ele, a falta de gestores preparados pode travar decisões e deixar projetos em espera.

Estratégias de sucessão

Nas listas apresentadas pelo levantamento, as empresas aparecem combinando talentos internos e externos, usando apenas profissionais da própria organização ou buscando somente candidatos no mercado. Os percentuais informados são de 56% e 50% para a combinação de talentos internos e externos; 36% e 30% para o uso exclusivo de talentos internos; e 2% e 16% para a escolha apenas de talentos externos.

Entre as medidas planejadas para formar novas lideranças, aparecem investimentos em desenvolvimento de liderança, com 52% e 54%; criação de estruturas formais de sucessão, com 40% e 38%; uso de tecnologia na avaliação de liderança, com 36% e 44%; e promoção de diversidade e inclusão, com 38% e 36%.

Também estão entre as prioridades o alinhamento da liderança à estratégia do negócio, citado com 52%, e o desenvolvimento de inteligência emocional e habilidades comportamentais, mencionado com 40%.

O levantamento aponta ainda mudanças no perfil das posições consideradas críticas. Funções relacionadas à tecnologia, aos dados e à transformação organizacional ganham espaço, incluindo vice-presidentes de IA e dados, líderes de transformação digital e executivos voltados ao desenvolvimento de lideranças.

Treinamentos priorizados

Entre os treinamentos listados, aparecem a formação específica em IA, com 72% e 60%; gestão de conflitos e crises, com 58% e 68%; gestão de mudanças e inovação, com 54% e 36%; habilidades comportamentais, com 38%; e mentoria e coaching com foco em sucessão, com 38%. Cursos de curta duração em liderança foram citados por 38%, enquanto mentoria e coaching, sem a especificação de foco, aparecem com 38%.

Mario Custódio também afirmou que as empresas combinam formação interna com a entrada de executivos do mercado, inclusive em posições interinas, enquanto desenvolvem a próxima camada de liderança.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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