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Tribunal paulista mantém delegado Da Cunha na Polícia Civil até decisão final

Órgão Especial do TJ-SP confirmou liminar que impede, por enquanto, a demissão do deputado federal e delegado Carlos Alberto da Cunha.

Tribunal paulista mantém delegado Da Cunha na Polícia Civil até decisão final
Foto: Reprodução/Instagram

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve na quarta-feira (30) a decisão provisória que impede a demissão de Carlos Alberto da Cunha, conhecido como Delegado Da Cunha, da Polícia Civil de São Paulo. A medida foi confirmada por unanimidade pelos desembargadores.

Com a decisão, o delegado continua no quadro da corporação até que o tribunal analise definitivamente o caso. O mérito da ação ainda não foi julgado. O processo tramita no Órgão Especial porque envolve o governo do estado.

Da Cunha, que é deputado federal pelo União Brasil, teve a demissão determinada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 3 de setembro. No mesmo dia, o tribunal suspendeu a punição após um recurso apresentado pela defesa.

O advogado Wigor Nascimento afirmou nesta quinta-feira (1º) que a liminar foi analisada pelos 25 integrantes do Órgão Especial e mantida por unanimidade. A defesa contesta a validade do processo administrativo e aponta irregularidades na tramitação.

O governo de São Paulo sustenta que o procedimento respeitou o devido processo legal. A gestão Tarcísio também argumenta que a demissão foi motivada pela gravidade dos fatos investigados, pela repercussão na Polícia Civil e pela violação de deveres funcionais.

Motivo da demissão

A investigação administrativa tratou da atuação de Da Cunha em uma ocorrência de sequestro registrada em 2020, na Zona Leste de São Paulo. Conforme o processo, depois que policiais encontraram o cativeiro, prenderam um suspeito e libertaram a vítima, o delegado teria ordenado que os dois voltassem ao local para uma reencenação diante de câmeras.

As imagens foram publicadas nas redes sociais do delegado e encaminhadas a emissoras de televisão. Policiais ouvidos pela Corregedoria disseram que tentaram impedir a encenação. Da Cunha reconheceu depois que as imagens mostravam uma operação reconstituída, mas declarou que se tratava de uma “reprodução simulada” dos fatos.

O processo disciplinar começou em 2020. A Polícia Civil recomendou a demissão em 2022, e o procedimento passou por etapas administrativas até a decisão publicada no Diário Oficial em 3 de setembro. Naquele período, Da Cunha estava afastado das funções policiais para exercer o mandato de deputado federal. O tribunal ainda deverá decidir se o ato administrativo é válido.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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