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Economia

Etanol chega a R$ 4,06 em Belo Horizonte e ainda pode subir

Preço médio do combustível avançou 8,8% na capital mineira, enquanto alta nas usinas de São Paulo chegou a 17,27%.

Etanol chega a R$ 4,06 em Belo Horizonte e ainda pode subir

O preço médio do etanol em Belo Horizonte subiu 8,8% em um mês, passando de R$ 3,73 para R$ 4,06 por litro, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Em alguns postos, o combustível já se aproxima de R$ 5. Antes da alta, havia estabelecimentos vendendo o litro por até R$ 2,99.

Em Minas Gerais, o aumento foi menor entre agosto e setembro: 2,79%, de R$ 3,94 para R$ 4,05 por litro. Na avaliação do economista e professor do UniBH Fernando Sette Junior, a alta mais forte na capital também reflete a comparação com um preço de partida abaixo da média estadual. “parte da alta de 8,85% representa uma normalização dos preços após promoções e forte concorrência entre postos”, afirmou.

O professor aponta como fatores para a elevação os preços maiores nas usinas, ajustes nos estoques das distribuidoras e a recomposição das margens da cadeia. Em Belo Horizonte, o etanol custa aproximadamente 64% do preço da gasolina, o que mantém a procura pelo combustível e facilita o repasse dos reajustes.

Nas usinas de São Paulo, o valor subiu 17,27% no período, de R$ 2,0457 para R$ 2,3991 por litro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Cepea/Esalq-USP). Essas usinas respondem por 15% a 30% do etanol consumido em Minas Gerais, dependendo da época do ano.

Sette Junior explica que o preço paulista influencia o mercado mineiro porque distribuidoras de Minas compram combustível de São Paulo e as usinas locais usam esse mercado como referência. O repasse, porém, não ocorre de forma integral ou imediata: também entram no cálculo frete, tributos e margens de distribuição e revenda.

A diferença entre a alta nas usinas paulistas e o avanço médio nas bombas mineiras indica possibilidade de novos reajustes no varejo, embora sem repetição obrigatória da mesma proporção. “ainda existe pressão para novos reajustes no varejo, embora não necessariamente na mesma proporção”, disse o economista.

No curto prazo, a previsão é de preços mais firmes e possíveis aumentos pontuais em Minas, à medida que os estoques antigos sejam substituídos por combustível comprado a valores maiores. A expectativa é de reajustes nas próximas semanas, seguidos de estabilização. O cenário pode mudar com problemas climáticos, redução da moagem ou alterações relevantes no mercado do açúcar. A safra segue em andamento, enquanto a produção de etanol de cana aumentou e a oferta nacional de etanol de milho continua crescendo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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