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Economia

Oferta menor de diesel S-10 encarece abastecimento em Minas Gerais

Importações mais caras reduzem a disponibilidade do combustível e afetam principalmente postos sem contratos com grandes distribuidoras.

Oferta menor de diesel S-10 encarece abastecimento em Minas Gerais

A oferta de diesel S-10 diminuiu em Minas Gerais, sobretudo para postos sem bandeira, em um cenário de importações mais caras e menor disponibilidade do combustível no mercado brasileiro. A restrição já pressiona os preços cobrados pelas distribuidoras.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) afirma que cerca de 30% do diesel consumido no Brasil, principalmente o S-10, vem do exterior. O produto importado está entre 40% e 50% mais caro que o diesel nacional, o que reduz o interesse das empresas em trazer combustível para complementar a oferta.

O presidente do Minaspetro, Fábio Vasconcellos Moreira, disse que a produção da Petrobras não cobre toda a demanda. “A Petrobras não está importando diesel, e ninguém está importando diesel”, afirmou. Segundo ele, a combinação de menor oferta e procura elevada resulta em preços mais altos para os compradores.

Postos sem bandeira são mais afetados

Os efeitos da restrição são maiores nos estabelecimentos que não têm contratos de exclusividade com grandes distribuidoras. Quando há menos produto disponível, as empresas priorizam os postos ligados às próprias redes. O abastecimento de unidades sem bandeira ocorre pelo mercado spot, que fica mais caro e menos previsível nesses períodos.

Em Minas Gerais, os postos de marca própria representam 47% do varejo de combustíveis, conforme o Minaspetro. No Brasil, a participação é de aproximadamente 50%.

O sindicato afirma que não há risco iminente de desabastecimento generalizado neste momento. A entidade também diz que a formação de preços é livre ao longo da cadeia e que os postos são a etapa final da comercialização, sem participação na produção, no refino, na importação ou na distribuição.

Para Moreira, a normalização depende da retomada do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Entre 15% e 20% do óleo diesel do mundo passa pela região, segundo ele. O Minaspetro pode negociar com distribuidoras para tentar reduzir a pressão sobre os preços, mas as empresas também enfrentam custos maiores para recompor os estoques.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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