O Ibovespa deve repercutir nesta quinta-feira (17) as decisões de juros do Brasil e dos Estados Unidos, que seguiram direções opostas. O Federal Reserve elevou a taxa em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano, enquanto o Copom reduziu a Selic na mesma intensidade, para 13,75%.
Na sessão anterior, o principal índice da Bolsa brasileira caiu 0,51%, aos 185.547,66 pontos. O dólar recuou 0,07%, para R$ 5,1514. Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,44%, o Dow Jones recuou 1,21% e o Nasdaq terminou praticamente estável.
A nova queda do petróleo no exterior também está no radar dos investidores. Brent e WTI recuaram mais de 3% na véspera, movimento que pode pressionar ações de petroleiras, como Petrobras (PETR3; PETR4). Indicadores de inflação no Brasil e na zona do euro, além de dados do mercado de trabalho americano, completam a agenda.
Indicadores no Brasil e no exterior
No mercado doméstico, os juros futuros e o câmbio devem refletir a avaliação dos investidores sobre os próximos passos do Copom. O Banco Central reduziu a Selic de 14% para 13,75%, mas não indicou se haverá novos cortes nas duas reuniões restantes do ano.
A Fipe divulga a segunda parcial de setembro do Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo. A Fundação Getulio Vargas apresenta o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal Capitais. Os dados devem complementar a análise sobre a trajetória da inflação depois dos indicadores recentes de atividade.
No exterior, o Banco da Inglaterra decide sobre sua política monetária. A taxa básica britânica está em 3,75%. Na zona do euro, o Eurostat publica a leitura final do Índice de Preços ao Consumidor de agosto, com projeção de alta de 3,3% em 12 meses e núcleo de 2,4%.
Nos Estados Unidos, serão divulgados dados sobre construções de moradias iniciadas, permissões para novas obras de agosto e pedidos semanais de auxílio-desemprego.
Para Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, a expectativa é de um pregão mais tranquilo após as decisões de política monetária. Ele afirmou que o mercado também acompanha os desdobramentos institucionais, o cenário eleitoral, as próximas pesquisas e a retomada do fluxo estrangeiro.
Antes das decisões de juros, o IBC-Br caiu 0,22% em julho, enquanto as vendas no varejo dos Estados Unidos subiram 1,2% em agosto, acima da expectativa de alta de 0,7%.



