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Economia

Greve dos Correios mantém 80% do efetivo e afeta envio de encomendas

Paralisação nacional começou na quinta-feira (10); sindicato afirma que 20% dos funcionários aderiram ao movimento.

Greve dos Correios mantém 80% do efetivo e afeta envio de encomendas

A greve dos funcionários dos Correios afeta principalmente a distribuição de cartas e encomendas e o funcionamento das agências. A paralisação começou às 22h da última quinta-feira (10) e ocorre em todo o Brasil. O Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos e Similares do Estado de Minas Gerais (Sintect-MG) afirma que a adesão aumentou nos últimos dias.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, em decisão liminar no sábado (12), que 80% do efetivo seja mantido em cada unidade ou estabelecimento durante a greve. A regra vale para áreas de atendimento, tratamento, transporte, distribuição, administração e suporte indispensáveis à continuidade da cadeia postal.

Robson Silva, presidente do Sintect-MG, disse que, conforme informado pela própria empresa, 20% dos funcionários estão parados. “Portanto, tecnicamente, a decisão está sendo cumprida”, afirmou.

Segundo o dirigente, a distribuição é o setor mais afetado. Os clientes podem ser atendidos nas agências ou por parceiros dos Correios, mas o envio das encomendas pode não ser realizado. A empresa informou que a rede de agências permanece aberta ao público.

Os Correios também disseram ter acionado o Plano de Continuidade de Negócios para manter os serviços e reduzir os efeitos da paralisação. Entre as medidas estão a mobilização de empregados administrativos para atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.

Atos e negociação

O Sintect-MG realiza protestos desde o início da greve em frente à sede dos Correios, na Avenida Afonso Pena 1270, no Centro de Belo Horizonte. Um novo ato está marcado para a próxima quarta-feira (16), no mesmo local.

Na sexta-feira (11), os Correios ajuizaram pedido de dissídio coletivo no TST. A empresa tomou a medida depois do fim da mediação sem acordo e da rejeição, em assembleias sindicais, da proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), com vigência entre 2026 e 2028. As assembleias também aprovaram a greve.

O julgamento do dissídio coletivo está marcado para o dia 21 deste mês. Os Correios afirmam que ainda pode haver acordo antes dessa data e que respeitam o direito de greve, mas consideram que a paralisação ocorre em um momento sensível. A estatal também declarou que enfrenta uma situação econômico-financeira desafiadora e mantém como prioridades a redução de despesas, o aumento da eficiência, a modernização da operação e a geração de novas receitas.

Reivindicações

A principal reivindicação apresentada por Silva é a manutenção do plano de saúde dos trabalhadores e dependentes. Segundo ele, os Correios pretendem deixar de ser os responsáveis pelo plano. Atualmente, a empresa paga 60% do valor, enquanto os funcionários contribuem com 40%.

A categoria também pede recomposição salarial pela inflação dos últimos 12 meses. A proposta apresentada pela empresa corresponde a 60% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas foi considerada insuficiente pelo sindicato.

Entre os demais pontos estão a manutenção das cláusulas do acordo coletivo, a preservação do pagamento de 200% sobre repouso ou feriado trabalhado, o complemento de 70% de férias e o retorno do tíquete de alimentação extra. Os trabalhadores também pedem a retomada das negociações.

O sindicato solicita ainda a saída do presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, e da diretora de gestão de pessoas, Natália Teles da Mota. A entidade critica o processo de reestruturação da estatal e afirma que a proposta de fechamento de 1 mil agências pode prejudicar o sistema, especialmente nas cidades do interior do País.

Silva também questiona a situação financeira dos Correios. Segundo ele, a empresa já obteve R$ 12 bilhões emprestados e busca captar mais R$ 12 bilhões. O dirigente afirma que os funcionários também reivindicam a convocação de aprovados em concursos públicos, pois a empresa não chama concursados há 15 anos.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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