EL ALTO — O Always Ready vai pedir ao Ministério Público da Bolívia uma investigação sobre ameaças de morte denunciadas pelo Guabirá antes da partida entre os clubes, disputada neste domingo (13). O time perdeu por 6 a 0, pela rodada 19 do Campeonato Boliviano.
De acordo com o técnico do Guabirá, Leonardo Eguez, o goleiro Manuel Ferrel e familiares receberam ameaças para que ele sofresse pelo menos três gols ou para que fosse pago um valor em dinheiro. A denúncia foi apresentada pelo treinador em entrevista coletiva após o jogo.
“Hoje, o meu goleiro foi ameaçado de morte, assim como sua mulher e sua mãe”, afirmou Eguez. Segundo ele, Ferrel contou o que havia acontecido aos companheiros antes do início da partida.
O advogado do Always Ready, Marcelo Ortiz, disse que o clube pretende levar o caso ao Ministério Público e manifestou solidariedade ao Guabirá. Ele afirmou que a diretoria considera grave o relato e quer esclarecer os fatos por meio de uma investigação.
Eguez também declarou que existe uma “máfia” no futebol local e disse que não seria a primeira ocorrência desse tipo. O técnico afirmou ainda que o Guabirá está disposto a colaborar com qualquer investigação.
Relato de medo
O atacante Abrego, do Guabirá, relatou que ficou assustado após as ameaças. Ele foi substituído, assim como Ferrel, depois que a equipe sofreu o quarto gol.
“Eu saí porque estava muito assustado. Me dá medo”, disse o jogador. Abrego também afirmou que deixou o campo chorando por temer pelas consequências para a mãe do companheiro caso marcasse um gol.



