A Galapagos Capital lançou o GLMP11, ETF voltado ao setor de energia limpa no Brasil, com aporte inicial de R$ 20 milhões. O fundo começou a ser negociado na B3 e foi selecionado em um edital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para incentivar o mercado brasileiro de ETFs.
O BNDES participa como investidor-âncora, com um valor equivalente aos demais recursos captados pela gestora. O produto é destinado a investidores de varejo e institucionais e tem taxa de administração de 0,20% ao ano.
Empresas e critérios do fundo
O GLMP11 acompanha o Índice Teva Ações Energia Limpa, criado e calculado pela Teva Índices. A carteira reúne companhias brasileiras de geração, transmissão e distribuição de energia, além de empresas relacionadas à cadeia de biocombustíveis, incluindo açúcar e etanol.
Entre as empresas que fazem parte do índice estão Copel, Equatorial, Cemig, Axia, Energisa, Isa Energia, Engie, Taesa, CPFL, Alupar, Auren e São Martinho. A Galapagos afirma que a expansão da energia limpa no país também depende do crescimento da infraestrutura de transmissão e distribuição.
A seleção das companhias considera liquidez, valor de mercado e saúde financeira. Cada empresa pode representar no máximo 15% da carteira. Também é necessário ter valor de mercado superior a R$ 5 bilhões e volume médio de negociação acima de R$ 100 milhões por mês. O índice passa por rebalanceamento semestral.
Para Bruno Stein, sócio responsável pela área de ETFs da Galapagos Capital, a participação do BNDES pode ampliar a visibilidade e o volume do fundo, além de facilitar a entrada de investidores institucionais, como fundos de pensão. “A participação do banco ajuda uma tese que já fazia parte dos nossos estudos a ganhar volume e visibilidade”, afirmou.
O GLMP11 é o 11º ETF lançado pela Galapagos desde a entrada da empresa nesse mercado, no fim de 2025. A plataforma também oferece produtos de renda fixa, ações internacionais, metais físicos e criptoativos. Segundo dados de agosto, a gestora soma mais de R$ 660 milhões em patrimônio líquido e cerca de 5.400 cotistas.



