A greve dos professores da rede particular de Belo Horizonte e da Região Metropolitana continua após uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) terminar sem acordo. O encontro ocorreu nesta segunda-feira (21), com participação do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) e do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG).
O Sinepe-MG aguarda uma decisão da Justiça do Trabalho sobre o pedido de tutela de urgência para suspender a paralisação. Sem consenso entre os sindicatos, o movimento deve continuar até que o tribunal analise a solicitação. A decisão poderá definir se a greve será interrompida ou mantida nos próximos dias.
Durante a audiência, o sindicato patronal apresentou alternativas para tentar avançar nas negociações. As propostas incluíam a adequação da cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) sobre redução de carga horária e alterações no item relacionado à isonomia salarial. O advogado do Sinepe-MG, Mauro Grimaldo, afirmou que as sugestões foram rejeitadas pelo Sinpro-MG.
Em nota, o Sinpro-MG informou que o Sinepe-MG aceita assinar uma única CCT, uma das principais reivindicações dos professores, mas condiciona o acordo à alteração de duas cláusulas. Segundo o sindicato dos professores, as mudanças envolveriam o fim da isonomia salarial e a alteração da indenização por redução de carga horária.
Assembleia nesta terça-feira
Uma nova assembleia está marcada para esta terça-feira (22), às 9h30, no auditório da Fundação de Educação, Artes e Cultura (Fundac), no bairro Lagoinha, na Região Noroeste de Belo Horizonte. A categoria deverá avaliar a continuidade da greve.
O impasse será levado a julgamento no TRT-MG, mas ainda não há data definida para a análise.



