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Política

Sandro Alex pede ao TCU investigação sobre Fiep, Moro e Vasconcelos

Representação questiona contratos, eventos de 2025 e mudança no estatuto da federação em agosto de 2026.

Aliado de Ratinho Jr., Sandro Alex aciona o TCU contra Moro e a Fiep
Foto: Sam Pancher/Metrópoles

O candidato ao governo do Paraná Sandro Alex (PSD) apresentou, nesta quarta-feira (16/9), uma denúncia ao Tribunal de Contas da União (TCU) contra a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Sergio Moro (PL) e Edson Vasconcelos. Moro concorre ao governo estadual, enquanto Vasconcelos é vice em sua chapa e presidente licenciado da entidade.

Na representação, Sandro Alex pede que o tribunal investigue possíveis irregularidades no uso de recursos da Fiep em eventos realizados em 2025 e na Assembleia Geral Extraordinária da federação, ocorrida em agosto de 2026. O candidato também contesta uma alteração no estatuto que modificou as regras para o retorno à direção de integrantes que deixam cargos na entidade para assumir funções políticas.

A petição cita fóruns regionais promovidos pela Fiep em Guarapuava, Pato Branco, Cambé, Cascavel, Maringá, Ponta Grossa, Irati e Curitiba. Moro participou de praticamente todos os encontros como convidado de honra. O documento registra falas atribuídas a ele durante os eventos, incluindo críticas a um eventual governo de um candidato do PT ou apoiado pelo partido e a afirmação de que seria o principal opositor de Lula no Paraná.

Em Cambé, a denúncia afirma que Moro teria usado a expressão Fortaleza Paraná, nome que depois passou a ser adotado pela coligação formada para a disputa estadual. Em Irati, segundo a petição, ele disse que os eventos eram importantes para aproximar o setor produtivo do debate político e das decisões sobre a economia regional.

Contratos e mudança estatutária

A denúncia lista cinco contratos firmados pela Fiep para serviços de mídia, rádio, estruturas de eventos, organização e marketing. Juntos, eles representam cerca de R$ 11,27 milhões. Conforme o documento, aproximadamente R$ 5,18 milhões foram executados durante o período dos fóruns regionais de 2025.

A própria representação afirma que os contratos podem estar ligados a atividades legítimas de comunicação institucional. Sandro Alex pede que o TCU verifique se os serviços contratados foram separados da exposição política de Moro e Edson Vasconcelos. A petição também ressalta que não atribui finalidade eleitoral à totalidade dos valores.

A Assembleia Geral Extraordinária da Fiep ocorreu em 26 de agosto de 2026, com a participação de 76 delegados: 60 presencialmente e 16 por meio eletrônico. A alteração no artigo 38 do estatuto foi aprovada por maioria, com quatro votos contrários.

O novo texto criou uma exceção à regra que restringia o retorno à direção da entidade de integrantes cujo mandato tivesse terminado em determinadas situações. A limitação deixou de valer quando o mandato termina por acumulação com cargo político ou por renúncia. Sandro Alex afirma que a mudança poderia alcançar a situação de Edson José de Vasconcelos, anunciado como candidato a vice-governador na chapa de Moro.

O candidato ainda solicitou informações sobre despesas com passagens e hospedagens de delegados e funcionários de sindicatos que participaram da assembleia, além das respectivas fontes de recursos.

A representação menciona que o TCU já analisou a estrutura financeira da Fiep em processo anterior. Segundo a denúncia, recursos de contribuições destinadas ao Sesi e ao Senai têm natureza pública e podem ser fiscalizados pela corte. Sandro Alex pediu uma apuração sobre eventual uso de recursos públicos ou parafiscais em atividades ligadas a projeto eleitoral.

Respostas

Sergio Moro informou que não iria se manifestar.

A Fiep disse que tomou conhecimento da denúncia, mas ainda não foi formalmente citada para responder. A entidade afirmou possuir atas, editais de convocação, contratos, notas de empenho e registros contábeis relacionados aos pontos questionados e declarou que apresentará a documentação ao TCU após a notificação oficial.

Sobre a mudança estatutária, a federação afirmou que a decisão seguiu as normas internas, com discussão entre os delegados e aprovação do colegiado responsável. Também declarou que os Fóruns Regionais da Indústria e a Expo+Indústria são voltados à escuta do setor produtivo do Paraná e recebem autoridades e lideranças políticas de diferentes correntes, sem finalidade eleitoral.

A entidade disse ainda que as contratações de comunicação e estrutura seguem seus procedimentos internos e possuem documentação sobre objeto, execução e finalidade. Por fim, criticou a divulgação da denúncia antes da notificação formal e afirmou que apresentará os esclarecimentos e documentos ao tribunal quando for oficialmente chamada a se manifestar.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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