O dólar à vista fechou a segunda-feira (21) em queda de 0,72%, cotado a R$ 5,1080. A baixa acompanhou o movimento dos mercados internacionais, com recuo dos rendimentos dos Treasuries e da moeda norte-americana diante de divisas de países emergentes. No ano, o dólar passou a acumular baixa de 6,94%.
A cotação oscilou entre R$ 5,1381, máxima registrada às 9h01, e R$ 5,1028, mínima alcançada às 13h09. Durante a tarde, permaneceu pouco acima de R$ 5,10. Às 17h03, o dólar futuro para outubro recuava 0,79% na B3, para R$ 5,1170.
Influência internacional
O movimento no exterior ocorreu em meio à possibilidade de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã nesta semana, durante uma reunião da ONU em Nova York. O petróleo Brent caiu para a faixa de US$ 100 o barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuaram e os principais índices acionários de Nova York avançaram.
Com esse cenário, o dólar perdeu valor diante do real, do peso chileno, do won coreano e do rand sul-africano. Para Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital, a queda da moeda brasileira acompanhou o desempenho internacional. “A queda (do dólar ante o real) reflete o exterior”, afirmou.
O índice do dólar, que compara a moeda dos Estados Unidos com uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,16% às 17h06, para 100,430.
Cenário eleitoral
No mercado doméstico, a pesquisa BTG/Nexus mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 46% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, contra 45% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, o que configura empate técnico. No levantamento anterior, Lula tinha 47% e Flávio, 45%.
A percepção de fortalecimento da candidatura de Flávio tem sido associada ao chamado “trade eleitoral”, relacionado ao avanço do Ibovespa e à queda do dólar e das taxas dos DIs. No Polymarket, Flávio reunia 61% das apostas de vitória, contra 38% de Lula.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro.



