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Economia

Petróleo acima de US$ 100 mantém Ibovespa sob pressão antes de decisões de juros

Mercado acompanha Copom, Fed, vendas no varejo do Brasil e tensões no Oriente Médio nesta terça-feira.

Petróleo acima de US$ 100 mantém Ibovespa sob pressão antes de decisões de juros

O Ibovespa deve continuar influenciado pelo petróleo nesta terça-feira (15), enquanto os investidores aguardam as decisões de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed), previstas para quarta-feira (16). Também estão no radar os dados de vendas no varejo de julho no Brasil e novos indicadores da economia dos Estados Unidos.

O petróleo fechou a segunda-feira em alta de 1,02%, a US$ 105,68 o barril. A cotação permaneceu acima de US$ 100 mesmo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar disposição para negociar um acordo com o Irã. O nível dos preços mantém as preocupações com a inflação global e pode afetar câmbio, juros e ações. Por outro lado, tende a favorecer empresas petrolíferas.

Para Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o petróleo deve continuar orientando o apetite por risco. Uma nova escalada pode pressionar o real, elevar os juros futuros e prejudicar ações domésticas, enquanto avanços nas negociações com o Irã poderiam reduzir parte do impacto geopolítico sobre os ativos.

Juros e indicadores no radar

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga as vendas no varejo de julho. O resultado pode influenciar as expectativas sobre os próximos passos do Copom. O mercado espera uma redução de 0,25 ponto porcentual na Selic, atualmente em 14% ao ano, na reunião que termina na quarta-feira.

Nos Estados Unidos, a decisão do Fed também está prevista para quarta-feira (16). Antes disso, o índice Empire State de atividade industrial de setembro pode oferecer sinais sobre o ritmo da economia americana e afetar as apostas para os juros.

Na Europa, os investidores acompanham a balança comercial da zona do euro e os índices ZEW de percepção econômica e de condições atuais da Alemanha.

Desempenho da segunda-feira

Na segunda-feira (14), o Ibovespa recuou 0,91%, aos 185.500,88 pontos, interrompendo a sequência de altas da semana anterior. O dólar subiu 0,44%, a R$ 5,1479. A queda da Vale e o movimento das commodities pressionaram a Bolsa brasileira.

As ações da Vale caíram 3,48%, acompanhando a baixa do minério de ferro no exterior. A Petrobras recuou 0,48% nas ações PETR3 e 0,16% nas PETR4, mesmo com a valorização do petróleo.

Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,48%, o Nasdaq recuou 0,56% e o Dow Jones teve baixa de 0,29%. O movimento ocorreu em meio à alta do petróleo e às preocupações sobre os riscos associados ao avanço acelerado da inteligência artificial, levantadas por Sam Altman, CEO da OpenAI, e Elon Musk, dono da SpaceXAI.

O cenário eleitoral também foi acompanhado pelos investidores. A pesquisa BTG/Nexus apontou Lula (PT) com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 46% de Flávio Bolsonaro (PL). A Quaest mostrou Flávio numericamente à frente pela primeira vez durante a campanha, mas os dois levantamentos mantiveram os candidatos dentro do empate técnico.

Nesta terça-feira (15), o Supremo Tribunal Federal (STF) realiza uma sessão extraordinária para decidir se abre uma investigação contra Alexandre de Moraes, em razão das conversas mantidas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Novas revelações ligadas ao caso Master também permanecem no radar dos investidores.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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