O cenário eleitoral voltou ao centro das atenções do Ibovespa com a divulgação de uma nova pesquisa AtlasIntel. Investidores avaliam como a eleição pode afetar a trajetória das contas públicas a partir de 2027, enquanto acompanham indicadores econômicos no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa.
Para Dalton Gardimam, economista-chefe da Ágora, setembro deve ser marcado por mudanças de posicionamento e oscilações. A corretora avalia que um ajuste fiscal em 2027 pode favorecer a Bolsa, mas que o período eleitoral tende a aumentar a volatilidade.
Nesta quarta-feira (23), o principal destaque da agenda doméstica é o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), da Fundação Getulio Vargas (FGV), referente à terceira quadrissemana de setembro.
No exterior, os investidores acompanham os PMIs preliminares dos Estados Unidos e da Europa. Os dados sobre atividade industrial, serviços e setor privado podem influenciar as expectativas para os juros americanos. Na Europa, serão divulgados indicadores da zona do euro, Alemanha e Reino Unido.
Também estão previstos dados semanais sobre os estoques de petróleo nos Estados Unidos. A commodity voltou a fechar abaixo de US$ 100 por barril, e os números podem influenciar os preços do petróleo. Para Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, o mercado ainda precisa de avanços na situação envolvendo o Estreito de Ormuz para que o petróleo recue mais e as perspectivas para as bolsas melhorem.
Desempenho da sessão anterior
Na terça-feira (22), o Ibovespa subiu 0,44% e encerrou aos 187.422,92 pontos. O dólar recuou 0,11%, para R$ 5,1029. O índice passou parte do pregão em queda, mas avançou depois de Donald Trump afirmar que representantes dos Estados Unidos e do Irã tiveram uma reunião produtiva.
O petróleo Brent para novembro caiu 1,3%, a US$ 99,04 por barril. Mesmo com a queda da commodity, as ações ordinárias da Petrobras subiram 0,61%, e as preferenciais avançaram 0,73%. A Vale teve alta de 0,39%, apesar da queda do minério de ferro na China.
Os investidores também repercutiram a ata da última reunião do Copom. O documento destacou o aumento da incerteza, expectativas de inflação desancoradas e riscos elevados no cenário econômico. Na semana passada, o Copom reduziu a Selic para 13,75% e informou que os próximos passos dependerão da evolução dos dados.
Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,36%, o S&P 500 ficou estável e o Nasdaq subiu 0,45%.



