O Ibovespa recuava 0,37% nesta quarta-feira (23), aos 186.721,7 pontos, no início da tarde. O movimento acompanhava a queda das bolsas de Nova York e ocorria em meio à avaliação de que o cenário eleitoral pode aumentar as oscilações do mercado.
A Vamos (VAMO3) liderava as altas do índice, com avanço de 4,08% e ganhos acima de 27% no mês. Na outra ponta, a Klabin (KLBN11) tinha a maior queda, de 2,9%.
Eleições e cenário fiscal
Para Dalton Gardimam, economista-chefe da Ágora, setembro deve ser marcado por mudanças de posicionamento e oscilações. A corretora avalia que o Ibovespa pode se valorizar em 2027 caso haja ajuste fiscal, mas que as eleições devem trazer volatilidade.
A pesquisa Atlas/Bloomberg indicou empate técnico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno, com vantagem numérica para Lula. O petista apareceu com 47,7% das intenções de voto, contra 47,4% de Flávio. No levantamento anterior, divulgado em 17 de setembro, os percentuais eram de 46,8% e 47,2%, respectivamente.
“Num primeiro momento, a pesquisa eleitoral causa um impacto com o mercado precificando a continuidade do governo e, principalmente, os riscos fiscais decorrentes de uma continuidade da política atual”, afirmou Felipe Cima, analista de renda variável da Manchester Investimentos.
Exterior e petróleo
O índice chegou a operar no campo positivo, impulsionado pelas ações da Petrobras (PETR3; PETR4), mas voltou a cair. Os papéis ordinários subiam 2,11%, enquanto os preferenciais avançavam 2,19%, acompanhando a valorização dos contratos futuros de petróleo.
O Brent para novembro subia 2,05%, a US$ 101,28 por barril. O WTI para o mesmo mês avançava 0,99%, a US$ 91,42.
Em Nova York, Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 recuavam 0,4%, 0,84% e 0,49%. O PMI composto dos Estados Unidos passou de 56 em agosto para 58,4 em setembro, acima da expectativa de 56,1.
No mercado doméstico, o dólar subia 0,87%, cotado a 5,1474. O índice DXY avançava 0,43%, aos 101,038 pontos.



