O Ibovespa fechou a semana com alta de 1,1%, apoiado pela melhora na percepção dos investidores sobre o cenário eleitoral, pela expectativa de juros menores no médio prazo e pela valorização do petróleo. O índice também refletiu a possibilidade de uma política fiscal mais rigorosa a partir de 2027.
O resultado veio em uma semana mais curta por causa do feriado de 7 de setembro e ficou abaixo da alta de 5,4% registrada na semana passada. Desde 19 a 23 de janeiro, esse havia sido o maior avanço semanal. Em setembro, o Ibovespa acumula alta de 5,52%. No ano, a valorização chega a 16,19%.
Pesquisas que apontam uma disputa mais apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro elevaram, entre parte dos investidores, a expectativa de mudança na política econômica e de um ajuste fiscal mais rigoroso a partir de 2027. Essa percepção também aumentou as apostas de queda dos juros.
O Bank of America passou a recomendar uma exposição ao Brasil acima do índice de referência e reduziu de 12,75% para 11,25% sua projeção para a Selic no fim de 2027. A instituição relacionou a revisão à desaceleração da atividade e à redução dos riscos inflacionários.
A alta do petróleo favoreceu o desempenho do índice, especialmente pelo peso da Petrobras (PETR4). Em um dos pregões, o Brent subiu mais de 6%, enquanto as ações da estatal avançaram.
Entre as maiores altas da semana, a Braskem (BRKM5) ganhou 9,79%, a R$ 5,32, e a SLC Agrícola (SLCE3) subiu 9,32%, a R$ 18,43. Assaí (ASAI3) avançou 8,15%, a R$ 9,86.
Na outra ponta, a Direcional (DIRR3) caiu 8,64%, a R$ 10,94. Hapvida (HAPV3) recuou 7,30%, a R$ 7,32, e Azzas 2154 (AZZA3) perdeu 7,12%, a R$ 17.



