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Economia

Ibovespa sobe 0,54% com Petrobras e petróleo em alta antes de decisões de juros

Ações da Petrobras avançaram com a alta do petróleo, enquanto investidores acompanharam o STF e aguardaram decisões do Fed e do Copom.

Ibovespa sobe 0,54% com Petrobras e petróleo em alta antes de decisões de juros

O Ibovespa fechou em alta de 0,54% nesta terça-feira (15), aos 186.502,64 pontos, impulsionado principalmente pelas ações da Petrobras. O petróleo Brent avançou 2,9% no mercado internacional e encerrou o dia cotado a US$108,75. Foi a primeira alta do índice após duas quedas seguidas.

Durante o pregão, o Ibovespa chegou a 187.650,53 pontos na máxima e recuou a 185.055,57 na mínima. O volume financeiro somou R$22 bilhões. O mercado também se preparou para as decisões de juros previstas para quarta-feira nos Estados Unidos e no Brasil.

Petrobras e cenário internacional

As ações preferenciais da Petrobras subiram 3,09%, enquanto as ordinárias avançaram 3,63%. O movimento acompanhou a valorização do petróleo, que também beneficiou outras empresas do setor: PRIO ON ganhou 2,77% e BRAVA ENERGIA ON subiu 0,9%. PETRORECONCAVO ON terminou estável.

A alta do Brent ocorreu após notícias de suspensão de carregamentos no porto de Yanbu, na Arábia Saudita, e de interrupção de operações em três campos na Líbia.

Em Nova York, o S&P 500 caiu 0,45%. A sessão foi marcada pela elevação dos rendimentos dos Treasuries e por preocupações relacionadas à inteligência artificial, na véspera da decisão de política monetária dos Estados Unidos.

No Brasil, economistas estimam um corte da Selic para 13,75% ao ano e aguardam sinais do Copom sobre os próximos passos da política de juros.

STF concentra atenção dos investidores

A audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro também influenciou o ambiente de negócios. A petição analisada no plenário está relacionada a um relatório do ministro André Mendonça sobre as mensagens.

Vorcaro está preso sob acusação de fraudes financeiras e outros crimes. A sessão terminou com a votação dos ministros para unificar os casos envolvendo Moraes e Mendonça e indicar um novo relator. A petição relacionada a Mendonça estava prevista para ser analisada no dia 23.

Para Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, “Sem dúvidas, o mercado está tenso”. Ele afirmou que o julgamento aumenta a incerteza política e a volatilidade.

Ações e fluxo estrangeiro

ITAÚ UNIBANCO PN subiu 0,76%. BRADESCO PN caiu 0,71%, SANTANDER BRASIL UNIT recuou 0,99%, BANCO DO BRASIL ON perdeu 0,36% e BTG PACTUAL UNIT baixou 0,46%.

VALE ON recuou 1,17%. GERDAU PN avançou 3,15% e USIMINAS PNA ganhou 3,27%, enquanto CSN ON caiu 2,2% e CSN MINERAÇÃO ON perdeu 0,96%.

AZZAS 2154 ON caiu 2,98% e fechou a R$15,30. No dia 8, a ação havia atingido R$18,28 na máxima intradia do mês e ainda acumulava valorização de quase 3% em setembro.

Dados da B3 mostraram saldo negativo de estrangeiros na sessão do dia 11. Mesmo assim, setembro acumulava entrada líquida de R$7,3 bilhões, contra R$7,4 bilhões até o dia 10.

Pesquisa do Bank of America com gestores da América Latina mostrou que 73% esperavam o Ibovespa acima de 180 mil pontos no fim do ano, ante 34% no levantamento de agosto. Além disso, 46% projetavam o índice em 200 mil pontos ou mais. Apenas 30% disseram que aumentariam a exposição a ações nos níveis atuais antes das eleições.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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