MINAS GERAIS — A Tópico projeta aumento de 25% na demanda por galpões modulares entre 2025 e 2026 entre as mineradoras de Minas Gerais. A procura do setor no Estado já havia crescido aproximadamente 18% no ano passado, em comparação com 2024.
A empresa fabrica, aluga e vende galpões de lona e aço para armazenagem e coberturas. De acordo com Sergio Gallucci, diretor Comercial e de Marketing da Tópico, entre oito e dez mineradoras mantêm contratos recorrentes e ativos com a companhia em Minas Gerais. Em todo o País, a carteira reúne 25 empresas do segmento.
A Tópico estima faturamento de R$ 300 milhões neste ano, considerando também soluções destinadas ao agronegócio, à siderurgia, à metalurgia e à indústria. Minas Gerais deve representar de 10% a 12% desse total, o equivalente a uma receita em torno de R$ 30 milhões no Estado.
Estruturas acompanham as operações
Segundo Gallucci, a flexibilidade está entre os fatores que favorecem a adoção dos galpões modulares pela mineração. As estruturas podem ser montadas e desmontadas com mais rapidez e custo menor do que uma construção convencional de alvenaria, que exige mais tempo e burocracia.
A possibilidade de deslocamento permite que os galpões acompanhem o avanço das lavras. Quando uma área é esgotada, a estrutura pode ser desinstalada e transferida para outro ponto da operação.
Para modelos padrão destinados à mineração, o custo informado pela empresa varia de R$ 14 a R$ 18 por metro quadrado. O valor depende principalmente do tamanho do galpão e do prazo do contrato.
O aço e a lona também são apontados pela empresa como elementos ligados à sustentabilidade. Gallucci afirma que as estruturas são feitas sem resíduos, o aço pode ser reciclado e a cobertura de lona é reaproveitada.
Operação ampliada em Minas
A Tópico transferiu recentemente a filial de Belo Horizonte para Contagem, na Região Metropolitana (RMBH), para ampliar a capacidade de atendimento e armazenagem. A companhia também possui uma fábrica própria e um centro de distribuição em sua sede, em Embu das Artes (SP), além de uma filial em Parauapebas, no Pará.
Para 2027, a empresa estima crescimento de aproximadamente 25% em Minas Gerais sobre o resultado esperado para 2026. Gallucci afirma que a projeção considera um cenário de maior incerteza provocado pelo calendário eleitoral.
O Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) prevê investimentos de US$ 76,9 bilhões em projetos do setor entre 2026-2030, alta de 12,5% sobre a estimativa para 2025-2029, de US$ 68,4 bilhões. Para minerais críticos, a previsão é de US$ 21,3 bilhões até 2030, aumento de 15,2% em relação aos US$ 18,5 bilhões projetados para 2025-2029.



