CURITIBA — Os preços dos imóveis residenciais na capital paranaense subiram 21,19% em 12 meses, segundo o IGMI-R (Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial). O resultado colocou Curitiba na segunda posição entre as dez capitais acompanhadas pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), atrás de Recife, que acumulou alta de 25,81% no período.
Apesar da valorização anual, Curitiba foi a única capital a registrar queda em agosto: 0,23%. No acumulado do ano, os imóveis da cidade tiveram alta de 8,82%, uma das maiores entre os mercados pesquisados.
Cenário nacional
O IGMI-R avançou 0,87% em agosto, após alta de 0,61% em julho. A valorização acumulada em 12 meses, porém, recuou pelo quinto mês seguido e chegou a 14,73%. Em março, o índice registrava alta de quase 20% nessa comparação.
O resultado dos imóveis ficou acima da inflação, de 4,22% no período, e também superou a variação dos aluguéis. O IVAR, índice da FGV que acompanha os contratos de locação residencial, acumulou alta de 5,09% em 12 meses.
Entre janeiro e agosto, o IGMI-R subiu 6,56%. O índice ficou abaixo das altas registradas no mesmo período de 2025, de 10,19%, e de 2024, de 9%, mas superou as taxas observadas entre 2016 e 2019 e em 2023.
A Abecip informou que a formação dos preços de venda também é influenciada pela oferta disponível, pela demanda, pelas condições de crédito e pelas características de cada mercado. Recife e Porto Alegre tiveram valorização acima da média nacional, enquanto Fortaleza apresentou o menor resultado entre as capitais citadas.
Em agosto, Porto Alegre teve a maior alta mensal, de 1,66%, seguida por Belo Horizonte, com 1,65%, e Recife, com 1,44%. Em São Paulo, os preços subiram 0,81% no mês, depois de avançarem 0,25% em julho. No acumulado do ano, a capital paulista registrou alta de 5,57%.



