O Itaú BBA elevou para compra a recomendação das ações da Tupy (TUPY3) e aumentou de R$ 13 para R$ 20 o preço-alvo para o fim de 2026. Considerando o fechamento da última segunda-feira (28), o banco calcula potencial de alta de 25,1%.
A avaliação é de que o segundo semestre pode marcar uma virada operacional para a empresa, com recuperação da demanda e avanço de medidas de eficiência. Os analistas Gabriel Rezende, Daniel Gasparete e Pedro Tineo afirmaram que, apesar de resultados recentes mais fracos e de premissas mais conservadoras para 2027, a relação entre risco e retorno permanece atrativa.
Projeções e riscos
O banco reduziu de 16% para 14% o custo médio ponderado de capital (WACC) usado na avaliação da empresa. A mudança ajudou a sustentar a elevação do preço-alvo mesmo com projeções mais cautelosas.
O Itaú BBA estima crescimento de receita de 7% até 2027 e margem Ebitda de 10,4%. Esse nível ainda fica 1 ponto porcentual abaixo da rentabilidade histórica em condições normalizadas. O relatório, porém, aponta possibilidade de avanço da margem com iniciativas de racionalização e eficiência.
Para o terceiro trimestre, a projeção é de receita de R$ 2,6 bilhões e margem Ebitda de 9,4%. O banco também considera os dados de demanda por caminhões nos EUA um indicador-chave, diante da visibilidade ainda limitada na cadeia automotiva global.
Entre os riscos citados estão uma recuperação mais lenta da rentabilidade e a apreciação do real, fatores que podem pressionar os resultados e a competitividade. O Itaú BBA também destacou melhorias de governança e uma equipe de gestão mais profissionalizada, voltada ao aumento da resiliência e à redução da ciclicalidade dos lucros.



