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Política

Eleição de 2026 pode aumentar volatilidade e definir estratégias na Bolsa

Ágora prevê oscilações durante a eleição; instituições montaram carteiras para diferentes cenários políticos e fiscais.

Eleição de 2026 pode aumentar volatilidade e definir estratégias na Bolsa
Foto: Pedro Kirilos/Wilton Junior/Estadão

A proximidade do primeiro turno das eleições de 2026 tem levado instituições do mercado financeiro a criar carteiras de ações para diferentes resultados políticos. A Ágora Investimentos afirma que a Bolsa pode se valorizar em 2027 caso haja ajuste fiscal, mas prevê volatilidade durante o processo eleitoral.

Para Dalton Gardimam, economista-chefe da corretora, setembro deve ser marcado por mudanças de posicionamento e oscilações nos mercados.

Carteiras para diferentes cenários

Ágora e Bradesco BBI elaboraram três portfólios. A carteira Incumbente reúne empresas que historicamente tiveram desempenho melhor quando aumentou a expectativa de continuidade do governo. O grupo inclui, principalmente, seguradoras, companhias de serviços públicos, shoppings e empresas listadas em mercados internacionais.

A carteira Desafiante concentra ações que se valorizaram quando cresceu a expectativa de mudança de governo. Ela reúne ativos ligados ao mercado de capitais, estatais e empresas sensíveis às taxas de juros. As ações de menor capitalização, conhecidas como small caps, são apontadas como as que podem apresentar maior potencial nesse grupo.

A terceira carteira, chamada Resiliente, reúne empresas consideradas sólidas e com capacidade de atravessar diferentes condições da economia brasileira no longo prazo. Entre os segmentos estão telefonia, energia, saneamento, tecnologia bancária e varejo farmacêutico.

O Citi preparou estratégias distintas para uma eventual reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e para uma vitória de Flávio Bolsonaro. No primeiro caso, a preferência é por papéis all-weather, de empresas capazes de manter o desempenho em diferentes condições de mercado, além de companhias expostas a programas públicos como o Minha Casa, Minha Vida.

Em um cenário de vitória de Flávio Bolsonaro, o banco prioriza ações cíclicas e, de maneira seletiva, empresas alavancadas que poderiam se beneficiar de juros longos mais baixos.

Dólar, juros e ajuste fiscal

A Nomos avalia que uma reeleição de Lula poderia provocar, inicialmente, alta do dólar ante o real e abertura das taxas de juros futuras, diante da expectativa de aumento de gastos e desequilíbrio nas contas públicas. Por isso, sua carteira para esse cenário combina exportadoras e empresas defensivas, menos dependentes do crescimento da atividade econômica.

Na carteira para uma vitória de Flávio Bolsonaro, a assessoria incluiu estatais sujeitas a mudanças de gestão, companhias com potencial de melhora na governança e empresas cíclicas favorecidas por juros mais baixos.

A Kinea buscou ações que possam fazer sentido tanto em um cenário de melhora fiscal quanto de continuidade da pressão sobre as contas públicas. Entre as opções consideradas mais seguras estão empresas com crescimento previsível dos lucros e companhias ligadas ao Minha Casa, Minha Vida.

A gestora também citou Sabesp (SBSP3) e Eneva (ENEV3), dos setores de serviços básicos, como energia e saneamento. Segundo a Kinea, esses negócios têm perfil defensivo por serem sustentados por concessões longas, monopólios naturais e receitas indexadas.

Entre as oportunidades comprimidas, a gestora colocou o setor bancário, que poderia se beneficiar de uma eventual queda dos juros provocada por um ajuste fiscal. Os setores industrial e de varejo também foram incluídos nesse grupo.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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