O Mercado Livre afirma que não foi notificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a comercialização de medicamentos que exigem receita médica. A empresa declarou que “todos os produtos têm rastreabilidade completa assegurando controle de origem e validade e garantindo conformidade com todas as normas sanitárias vigentes”.
A Anvisa informou ao Mercado Livre que quer esclarecimentos sobre o funcionamento da operação. Entre os dados solicitados estão a identificação da farmácia responsável, as autorizações sanitárias e o nome do farmacêutico responsável. A agência também pediu informações sobre a conferência das receitas e os procedimentos de armazenamento e transporte dos produtos.
A solicitação foi feita poucos dias depois de a plataforma anunciar o início da venda de medicamentos de prescrição, incluindo antibióticos e produtos para emagrecimento. O Mercado Livre deverá enviar os documentos e as explicações à Anvisa até 1º de outubro.
Para a Associação Paulista de Medicina (APM), a ampliação da venda pela internet precisa ser acompanhada de fiscalização rigorosa. Antonio José Gonçalves, presidente da entidade, afirmou que a facilidade proporcionada pela tecnologia não deve diminuir os controles sanitários e profissionais exigidos para a dispensação desses produtos.




