Mais de 200 mil anúncios irregulares de produtos sujeitos à vigilância sanitária foram identificados pela Anvisa em plataformas digitais entre 2022 e 2024. O dado está no centro da discussão sobre a venda de medicamentos por aplicativos e marketplaces.
Em agosto de 2026, a agência abriu um processo para regulamentar esse tipo de comércio, que deverá ser realizado por farmácias licenciadas. A proposta deve estabelecer quem será responsável pela venda, pela orientação ao paciente e pelos produtos anunciados.
As regras também devem tratar de etapas como dispensação, transporte e entrega. A regulamentação em estudo inclui ainda a assistência farmacêutica digital, a proteção de dados de saúde e os medicamentos de controle especial.
A expansão das vendas digitais de farmácias aumentou a presença de plataformas como Mercado Livre, iFood e Rappi nesse mercado. A entrada dessas empresas cria novos canais de venda para as farmácias e pode aumentar a concorrência entre os estabelecimentos.
A Anvisa avalia que a segurança dos consumidores é um dos pontos da discussão. O impacto da mudança dependerá de como as regras serão definidas e da capacidade de redes grandes e farmácias independentes atuarem no ambiente digital. As normas atuais para a venda remota foram criadas antes do crescimento desse mercado.



