BELO HORIZONTE — A 6ª edição da MinasParts começou nesta quarta-feira (30) e segue até 3 de outubro no Expominas, em Belo Horizonte. A feira reúne fabricantes, distribuidores, lojistas, oficinas e profissionais dos setores de autopeças e reparação automotiva.
A organização estima a presença de mais de 25 mil profissionais ao longo dos quatro dias. O evento conta com cerca de 250 marcas das regiões Sudeste e Sul e com uma delegação da Coreia formada por dez empresas, segundo Cássio Dresch, diretor comercial da Diretriz Feiras e Eventos, responsável pela organização.
Minas Gerais tem a segunda maior frota de veículos do país, conforme dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Até fevereiro deste ano, o estado tinha 11.747 estabelecimentos ativos de manutenção e reparação de veículos automotores, de acordo com dados da Receita Federal.
Oficinas lidam com novas demandas
Além da exposição de produtos e equipamentos, a programação inclui mais de 50 palestras, cursos e seminários sobre o mercado de reparação e reposição automotiva. A feira também terá workshops e atividades de capacitação.
O aumento do custo dos veículos novos tem levado proprietários a manter os carros atuais em condições de uso, segundo Norival Oliveira Silva, dono da oficina mecânica Garage 545. Com isso, a empresa passou a receber mais serviços de manutenção preventiva e reparos mais profundos, inclusive em veículos mais novos.
A evolução tecnológica também alterou os diagnósticos. Mecânica e elétrica passaram a atuar em conjunto com sistemas eletrônicos e redes de comunicação, o que aumentou a necessidade de análise antes da troca de componentes. “Reparos não ficam mais complexos só no sentido mecânico, têm exigido mais tempo de diagnóstico analítico”, afirmou Silva.
Veículos híbridos convencionais já são atendidos regularmente pela oficina. Modelos 100% elétricos e híbridos plug-in começam a chegar para serviços de suspensão, freios, arrefecimento, ar-condicionado e checagens preventivas.
A preparação inclui treinamento, certificação NR-10, procedimentos de desenergização, equipamentos de proteção individual e ferramentas isoladas para até 1.000 volts. Silva também cita scanners com protocolos modernos, osciloscópios, ferramentas específicas, literatura técnica e diagramas elétricos.
A falta de profissionais qualificados é outro desafio. Para Cássio Dresch, a feira aproxima empresas e trabalhadores; para Silva, as oficinas precisam investir na formação das equipes. A entrada é gratuita, mediante cadastro. O Expominas fica na Avenida Amazonas, 6.200, no bairro Gameleira.



