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Economia

PF investiga lancha de R$ 4 milhões ligada a ex-gestores ambientais do RJ

Bernardo Rossi e Renato Bussiere são investigados por suspeitas envolvendo Refit e CSN, segundo a Polícia Federal.

PF investiga lancha de R$ 4 milhões ligada a ex-gestores ambientais do RJ
Foto: Reprodução/TV Globo

A Polícia Federal investiga se uma lancha avaliada em cerca de R$ 4 milhões foi usada ou financiada por ex-gestores ambientais do Rio de Janeiro e outras pessoas ligadas a eles. A embarcação está registrada em nome de uma terceira pessoa e era utilizada por Bernardo Rossi, ex-secretário do Ambiente, e Renato Bussiere, ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Um relatório de inteligência da PF reúne uma conversa em que Rossi e Bussiere discutem despesas da lancha. Rossi afirma que os valores deveriam ser apresentados para a turma, para avaliar quanto caberia a cada participante. A suspeita é de que o grupo dividisse os custos ou utilizasse a embarcação como parte de uma operação de lavagem de dinheiro.

Os dois ex-gestores também são investigados por supostamente flexibilizar normas legais e regulamentares para atender aos interesses da Refit, apontada pela PF como a maior devedora de impostos do país.

Suspeitas envolvendo a CSN

A investigação também analisa a atuação de Rossi e Bussiere em favor da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda. De acordo com a PF, eles teriam defendido os interesses da empresa e lidado com o passivo ambiental da siderúrgica.

O caso inclui a participação dos ex-gestores em 2024, durante a chamada crise do pó preto, quando micropartículas de ferro poluíam a cidade. Naquele período, a CSN negociava com o governo outro Termo de Ajustamento de Conduta, pois não tinha licenciamento ambiental definitivo.

Os Ministérios Públicos Estadual e Federal afirmam que o Inea adotava uma postura excessivamente tolerante ao prorrogar prazos para que a empresa cumprisse obrigações ambientais, mesmo após descumprimentos anteriores.

Em uma conversa, Bussiere criticou o autor de um parecer contrário aos interesses da siderúrgica. No mesmo dia, Rossi perguntou qual seria a solução para o caso. Bussiere respondeu que teria de explicar a situação por telefone, sem gravar nem escrever.

O que dizem os investigados

Bernardo Rossi negou ter qualquer vínculo patrimonial ou financeiro com a lancha. Sobre a CSN, disse que cobrava andamento dos processos, mas nunca determinou decisões em análises técnicas, jurídicas ou relacionadas à legislação.

Renato Bussiere afirmou que nunca foi proprietário da embarcação e que os fatos serão esclarecidos no processo legal. Também disse estar à disposição para prestar esclarecimentos.

Sobre a CSN, Bussiere declarou que o Inea não concedeu licença de operação à siderúrgica. Segundo ele, a empresa recebeu diversos processos de licenciamento durante sua gestão, mas isso não significou favorecimento ou interferência nas análises técnicas.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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