A produção de óleo da Prio e da Brava Energia deve crescer em setembro de 2026, segundo estimativas da XP baseadas em dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A Prio deve chegar a 187,4 mil barris por dia, enquanto a Brava pode alcançar 63,8 mil barris por dia.
Para a Prio, os analistas Regis Cardoso e Enzo Sozzi projetam alta de aproximadamente 7,5 kbpd sobre agosto, quando a produção ficou em 179,9 kbpd. O avanço, de 4,2%, seria impulsionado principalmente pelo campo Peregrino, na Bacia de Campos.
A produção estimada em Peregrino é de 82,1 kbpd, aumento de 4,6 kbpd após a paralisação de um poço em agosto. O campo responderia por 80% da recuperação projetada. A XP também prevê avanço em Frade + Wahoo, para 68,8 kbpd, e em Albacora Leste (90%), para 22,6 kbpd. Polvo + TBMT deve permanecer praticamente estável, em torno de 12,8 kbpd.
Os dados disponíveis até 24 de setembro indicam média de 186,4 kbpd para a Prio no mês, alta de 6,5 kbpd em relação ao período anterior.
No caso da Brava Energia, a projeção representa aumento de aproximadamente 1,3 kbpd ante os 62,5 kbpd registrados em agosto, equivalente a 2,1%. A média do mês até o momento seria de 63,4 kbpd, crescimento de 0,9 kbpd.
A recuperação da Brava seria liderada por Papa-Terra (62,5%), com produção estimada em 9,8 kbpd e alta de 1,9 kbpd. A XP relaciona o avanço à normalização das operações após a parada programada concluída em agosto e ao início da produção de um novo poço em 29 de setembro.
Parte do ganho seria compensada pela menor produção em Atlanta (80%), estimada em 23,6 kbpd, e em Parque das Conchas (23%), com aproximadamente 7,9 kbpd.



