As taxas dos títulos do Tesouro Direto subiram nesta quinta-feira (1º), apesar da perda de força dos juros futuros brasileiros ao longo da manhã. O Tesouro IPCA+ 2050 passou de 7,00% para 7,06% ao ano acima da inflação. Os títulos prefixados de 2029 e 2032 e os papéis pós-fixados também avançaram.
A abertura dos negócios foi influenciada pelo cenário externo. Os rendimentos dos Treasuries longos renovaram máximas em mais de duas décadas durante a madrugada. O T-bond de 30 anos chegou a 5,681%, maior nível desde 2002.
O petróleo voltou a superar US$ 100 por barril, aumentando a preocupação com inflação e juros elevados por mais tempo. O Brent chegou a US$ 100,63 pela manhã, em meio às incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.
Depois da abertura, os juros dos Estados Unidos passaram a cair, enquanto o petróleo diminuiu o ritmo de alta. Mesmo assim, as taxas do Tesouro Direto permaneciam acima do fechamento de quarta-feira (30), em uma sessão marcada por oscilações.
Na comparação com o encerramento anterior, o Tesouro Prefixado 2029 subiu de 13,80% para 13,86% ao ano, alta de 0,06 ponto porcentual. O Prefixado 2032 passou de 14,11% para 14,12%, avanço de 0,01 ponto.
Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 avançou de 7,59% para 7,62% ao ano, além da variação do IPCA. O IPCA+ 2040 subiu de 7,19% para 7,26%, e o IPCA+ 2050, de 7,00% para 7,06%.
Quem mantém o título até o vencimento não tem alteração na rentabilidade contratada por causa das oscilações diárias. Já a venda antecipada está sujeita à marcação a mercado, o que pode resultar em ganho ou perda conforme o preço do papel.
Nesta quinta-feira, o mercado também acompanha os índices de atividade industrial dos Estados Unidos e discursos de dirigentes do Federal Reserve, o banco central norte-americano. As sinalizações podem mudar as apostas sobre os juros dos Estados Unidos e influenciar o prêmio exigido nos títulos públicos brasileiros.



