Curitiba, Sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Curitiba 13°C 11° / 14° Mega-Sena 3064: 4 · 10 · 20 · 25 · 27 · 48
O que acontece aqui, primeiro
Economia

Dólar fecha a R$ 5,2204 com alta do petróleo e busca por proteção

Moeda norte-americana avançou 0,88% em meio à valorização global do dólar e às preocupações com inflação provocadas pelo petróleo.

Dólar fecha a R$ 5,2204 com alta do petróleo e busca por proteção

O dólar à vista subiu 0,88% nesta quinta-feira (1º), a R$ 5,2204, e voltou a terminar o pregão acima de R$ 5,20. A moeda chegou a R$ 5,2374 durante a tarde, em um cenário internacional de maior procura por ativos considerados seguros e de forte alta do petróleo.

A cotação brasileira teve desempenho menos negativo que o de outras moedas emergentes. O peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano recuaram entre 1,20% e 1,70%. No acumulado do ano, o real aparece entre as moedas emergentes de melhor desempenho, atrás do won sul-coreano e do peso colombiano.

Petróleo e cenário internacional

O Brent para dezembro fechou em alta de 4,37%, a US$ 102,31 por barril. O avanço ocorreu em meio a informações de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende retomar os bombardeios ao Irã em novembro. Também entrou no radar a pressão dos Estados Unidos para que a União Europeia libere estoques de diesel, além da possibilidade de restrição à exportação do derivado.

Para Gustavo Trotta, especialista e sócio da Valor Investimentos, o movimento cambial foi principalmente externo. “O barril do petróleo voltou a superar os US$ 100 por conta das preocupações com a guerra no Oriente Médio”, afirmou.

O índice DXY, que acompanha o dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,58% perto do fim da tarde, aos 102,040 pontos. O indicador havia alcançado 102,207 pontos. Na semana, acumulava alta de cerca de 1% e, no ano, subia mais de 3,80%.

André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, afirmou que a valorização global da moeda norte-americana voltou a funcionar como proteção em um período de incerteza. Ele também relacionou a alta do petróleo ao aumento das pressões inflacionárias.

Eleição no radar dos investidores

No mercado brasileiro, analistas avaliaram que a perspectiva de um bom desempenho de Flávio Bolsonaro, senador e candidato à Presidência da República pelo PL, no primeiro turno, poderia limitar as perdas do real. A eleição estava marcada para domingo (4). A avaliação citada por eles é que uma vitória da oposição poderia reduzir os prêmios de risco associados à situação fiscal.

Também estavam previstas para a noite a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha, às 19 horas, e um debate presidencial na TV Globo. Luiz Inácio Lula da Silva não participaria do debate e concederia, no mesmo horário, uma entrevista ao Flow Podcast. As sondagens mais recentes do Datafolha apontavam liderança numérica de Lula e empate técnico com Flávio Bolsonaro.

“A questão eleitoral tem seu peso e faz sentido atribuir parte do desempenho do real a esse componente”, disse Galhardo. Para ele, também influenciaram o movimento os preços das commodities agrícolas, os possíveis efeitos do El Niño e a valorização do petróleo.

Nos Estados Unidos, a divulgação do PCE abaixo do esperado reduziu as apostas de uma nova alta dos juros pelo Federal Reserve em outubro, enquanto parte do mercado passou a considerar dezembro. Ainda assim, os riscos inflacionários relacionados à guerra continuaram afetando as expectativas para os juros.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.