Os títulos do Tesouro Direto operam nesta quarta-feira (9), em sua maioria, com taxas mais altas. O Tesouro IPCA+ 2032 é a exceção: permanece em 7,77% ao ano acima da inflação, no menor nível desde maio.
A alta do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos aumentou a cautela dos investidores com a inflação e os juros globais. O Brent voltou a superar US$ 100 por barril em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, pressionando a curva de juros brasileira.
Por volta das 10h, os contratos de Depósito Interfinanceiro registravam avanço em todos os vencimentos. A taxa do DI para janeiro de 2029 passou de 13,725% para 13,775%. No contrato para janeiro de 2031, a alta foi de 13,902% para 13,985%.
Entre os títulos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 subiu de 13,73% para 13,81% ao ano, uma diferença de 0,08 ponto porcentual. O Prefixado 2032 avançou de 14,04% para 14,11%, alta de 0,07 ponto.
Nos papéis vinculados à inflação, o IPCA+ 2040 passou de 7,29% para 7,32%, enquanto o IPCA+ 2050 avançou de 7,25% para 7,33%. O IPCA+ 2032 manteve a taxa de 7,77% ao ano, além da variação do IPCA.
Na sessão anterior, o Prefixado 2029 havia encerrado em 13,73%, menor taxa desde o início de maio. O IPCA+ 2032 também fechou em 7,77%, renovando a mínima desde maio.
O cenário eleitoral vinha funcionando como contraponto à pressão externa. Pesquisas recentes indicam uma disputa presidencial mais apertada e sustentam a percepção de possível alternância de governo em 2027, o que ajudou a reduzir os prêmios de risco nas últimas sessões.
Nesta quarta-feira, a T-note de dez anos chegou a 4,801%, e o T-bond de 30 anos avançou a 5,252%. O mercado aguarda dados de inflação dos Estados Unidos, que podem alterar as expectativas para os juros do Federal Reserve.
Quem mantém o título até o vencimento preserva a rentabilidade contratada na compra. A venda antecipada, porém, fica sujeita à marcação a mercado e pode resultar em ganho ou perda conforme o preço do papel.



