Curitiba, Sábado, 3 de outubro de 2026
Curitiba 11°C 11° / 21° Mega-Sena 3065: 8 · 10 · 30 · 38 · 50 · 53
O que acontece aqui, primeiro
Economia

UBS BB aponta preferência por Rede D’Or e vê potencial na Bradsaúde

Banco considera Rede D’Or uma posição consensual e elevou Bradsaúde à principal escolha no setor de saúde após queda nas ações.

UBS BB aponta preferência por Rede D’Or e vê potencial na Bradsaúde
Foto: Taba Benedicto/Estadão

O UBS BB vê interesse seletivo dos investidores por ações de saúde na América Latina e aponta a Rede D’Or (RDOR3) como a posição mais consensual do setor. Para o banco, a companhia também é o veículo natural para receber fluxo estrangeiro durante o período eleitoral.

Após uma semana de reuniões com investidores locais e internacionais, a Bradsaúde (SAUD3) passou a ser a principal escolha do UBS BB no segmento. A mudança ocorreu depois de uma queda de cerca de 7% nas ações. A Fleury (FLRY3), por outro lado, continua sob cautela, principalmente por causa da avaliação considerada elevada para o ativo.

Na análise do banco, a Rede D’Or é amplamente presente nos portfólios, mas ainda há dúvidas sobre a capacidade de sua complexidade clínica sustentar margens hospitalares mais altas e menos voláteis. Também estão no centro das discussões o cumprimento das metas de margem e a abertura de leitos. O UBS BB afirma que poucos investidores consideram o pipeline indicado de cerca de 2.690 leitos.

Pontos de atenção por empresa

Na Bradsaúde, a tese de distribuição de lucros foi bem recebida. Os investidores, porém, concentram a atenção no Índice de Sinistralidade Médica (MLR) do próximo trimestre, em um possível pico do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) e na expansão entre pequenas e médias empresas.

O UBS BB avalia que o mercado subestima os benefícios tributários previstos para 2027 e usa de forma incorreta o padrão contábil da Agência Nacional de Saúde (ANS). A ação é negociada a 7,4 vezes o lucro estimado para 2027 e, na avaliação do banco, não incorpora a redução de impostos nem o maior dividend yield projetado do setor, de cerca de 8% em 2027.

Para a Fleury, o analista Olavo Arthuzo questiona o que justificaria um múltiplo próximo de 12 vezes o lucro diante de reajustes abaixo da inflação, crescimento de receita em dígito médio e margens estáveis. Investidores que mantêm posições citam qualidade, marca, execução e dividendos, além de possível fluxo estrangeiro após a reorganização da Odontoprev (ODPV3).

A SulAmérica enfrenta dúvidas sobre a adequação das reservas e o nível de provisões considerado ideal pela administração. Na Hapvida, houve forte interesse no material sobre IFRS 17, mas a disposição para montar posição foi limitada. Entre os questionamentos estão a comunicação da gestão, o risco de redução do valor contábil do ágio e uma eventual necessidade futura de capital.

A Dasa (DASA3) foi o destaque de desempenho, com alta de cerca de 30% na semana. O UBS BB, no entanto, vê menos espaço para valorização depois da alta e cita dúvidas sobre o momento da recuperação, a alavancagem e a dependência da Amil.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.