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Economia

Gestores internacionais apontam oportunidades em ações brasileiras

Profissionais de BlackRock, Capital Group e VanEck destacam setores como bancos, saúde, mineração, construção e varejo.

Gestores internacionais apontam oportunidades em ações brasileiras
Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Gestores de BlackRock, Capital Group e VanEck avaliam que a Bolsa brasileira reúne ações baratas e empresas de qualidade, mas defendem uma escolha cuidadosa dos papéis. As oportunidades foram discutidas na Investment Conference 2026, organizada pelo J.Safra, com atenção aos efeitos dos juros, do cenário político e do crédito.

Jeff García, sócio do Capital Group, afirmou que o Brasil está entre os mercados mais favoráveis à seleção de ações com base na análise individual das empresas. Para ele, há companhias negociadas a preços atraentes, desde que mantenham bons modelos de negócio independentemente do governo.

García citou bancos, saúde e construção entre os setores a serem observados. Também apontou oportunidades na mineração, associadas ao aumento da demanda por energia e à infraestrutura ligada à inteligência artificial.

Juros e setores em destaque

Ola El-Shawarby, gestora da VanEck para mercados emergentes, considera que a queda dos juros pode impulsionar a Bolsa brasileira. Ela também destacou os recursos de energia, o mercado doméstico e a agricultura do país. Fora de Taiwan e Coreia, colocou Brasil e Índia entre os mercados de maior destaque.

Na avaliação de El-Shawarby, o mercado brasileiro tem amplitude, profundidade e liquidez. Ela ressaltou ainda a capacidade de gestão das empresas para atuar em ambientes difíceis e disse buscar companhias com retornos sustentáveis, distribuição de capital e vantagens difíceis de reproduzir.

Entre as alternativas na América Latina, a gestora mencionou os setores financeiro, de saúde, metais e mineração. Apesar do interesse por instituições financeiras, ela demonstrou preocupação com o risco de algumas empresas e com a deterioração do ciclo de crédito. No setor de saúde, destacou companhias capazes de elevar resultados e retornos de maneira consistente.

Samuel Vecht, gestor de mercados emergentes da BlackRock, também defendeu a análise de cada ação, mas com maior seletividade na inclusão de novos nomes nos portfólios. Para ele, acrescentar mais bancos não é necessariamente útil quando essa exposição já existe.

Vecht citou o varejo como uma alternativa, por considerar que o setor está barato. Ao comentar as instituições financeiras, manteve cautela diante do endividamento dos consumidores e do momento do ciclo de crédito. Segundo ele, a dificuldade está em recuperar o dinheiro emprestado, um desafio que também aparece em outros mercados emergentes.

Texto produzido pela Redação Mapa do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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